Bijuterias - a hora e a vez da criatividade!

Repórter: Emilene Campos
04/02/2000

O estilo hippie chique também contagiou o mundo das bijuterias. Cascalhos de sementes e resinas, fragmentos de bambu, pedras de sândalo, metais e até penas de pavão fazem parte do visual de quem quer ficar em sintonia com a moda. Na tendência que prima pelo inusitado, a lei é abusar da criatividade e escolher peças dos mais variados tipos e tamanhos. Diferente do que aconteceu nos anos 80, quando os brincos eram as vedetes da estação, o verão 2000 valoriza o colo e os braços. Os colares estão mais volumosos e as pulseiras voltaram com tudo. Multicoloridos ou em tom sobre tom, montados em cabo de aço ou naylon, mola ou lastex. Opções não faltam.

Mas essa onda para lá de eclética deixa muita gente na dúvida: Como ficar na moda sem ser confundida com um destaque de escola de samba??? A resposta é simples, diz a designer Izaura De Cnop. “Assim como a roupa, o acessório deve estar em harmonia com a personalidade. É primordial que, ao se olhar no espelho, você goste do que está vendo e para que isso aconteça tem que haver um casamento perfeito entre você, sua roupa e seu acessório”. Em síntese, um acessório que fica extravagante para você, pode ficar maravilhoso em outra pessoa.


A estudante Christianne Pereira Nejaim conseguiu esta proeza. Absorveu a linha hippie chique sem abrir mão do seu estilo. “Gosto destas pulseiras e colares, mas prefiro os tons mais claros e as formas mais delicadas”. O que não a impede de usar pulseiras de mola e miçangas e as fios de elásticos com contas plásticas, em nuances de rosa, azul, verde e amarelo.


Outra estudante que imprimiu sua personalidade à nova tendência é Viviani Pereira de Massim. Fã de camiseta e jeans, Viviani não abusa de cordões e brincos coloridos. O que ela acha mais charmoso são as pulserinhas de mola. Por conta disso, ela até retomou um hábito da adolescência: a produção de bijuterias. “Comprei miçangas douradas para a pulseira que vou usar à noite e azuis para a peça do dia-a-dia”, comenta.

“Até mulheres que sempre gostaram de jóias e nunca usaram uma bijuteria têm freqüentado a loja em que trabalho”, diz a designer Izaura. Ela atribui a isso a beleza das peças e até a uma mudança de mentalidade. “A bijuteria deixou de ser um artigo inferior. 1999 foi o ano da bijuteria e em 2000 não vai ser diferente”. Nem as joalherias escaparam ao hippie chique. Já é possível encontrar no comércio da cidade colares de ouro com pérolas salpicadas.

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