A difícil tarefa de relacionar-se com o outro

Colaboração:
Quintal de Artes e Terapia
04/07/2000

Relacionar-se, a médio e a longo prazo, tem sido tarefa das mais complicadas para o homem. A dificuldade do relacionamento pode ser, às vezes, bem simples e fácil de corrigir.

Vejamos:

  • Ponto de aplicação:

    Costumamos dizer que a nossa dificuldade de relacionamento é culpa do outro. O outro nos responde mal, nos leva a nos sentirmos de determinada maneira, não percebe, ou não compreende o que fazemos etc. Oras, se atribuímos ao outro a nossa dificuldade de relacionamento, estaremos à mercê de suas mudanças para ficarmos bem. Por outro lado, se assumimos a responsabilidade, tomamos as rédeas e podemos, portanto, procurar meios de mudar o que vai mal.

  • A forma de receber a resposta:

    Geralmente, nos ofendemos, nos retraímos ou nos tornamos agressivos à reação do outro. Quer dizer, respondemos à resposta do outro, criando um círculo vicioso. O segredo está em transformar esse círculo vicioso em um arco de feedback, em que cada resposta que provocamos serve para reformular, redigir, consertar nossa próxima atuação. Aprendemos a lidar com o resultado que provocamos.

  • Canal de percepção em que atuamos:

    Isso quer dizer a nossa forma de decodificar ou codificar a informação, às vezes, é totalmente diferente da forma do outro:– falamos em sintonias diferentes. Se nos aplicarmos a conhecer como nós funcionamos e como o outro funciona, podemos nos tornar peritos em sintonizar, harmonizar a maneira de organizar a informação: o que recebemos do outro é, às vezes, rotulado, valorizado por alguns itens, quesitos em detrimento de outros. Quer dizer, valorizamos algum aspecto da informação e perdemos outros. Basta, nesse caso, apontar nossa lente "zoom" para outros detalhes, que a nossa forma de sentir e responder se modificará.

  • A nossa pré-idéia ou expectativa:

    Colocamos, de antemão, valores, crenças, idéias e traduções (interpretações) à frente do que recebemos. Dessa forma, sentimo-nos traídos ou decepcionados. Se observarmos primeiro, para concluir depois, podemos nos tornar peritos em compreensão e sermos mais felizes.

Estes são alguns pontos que podem, instantaneamente, ser modificados e experimentados por aqueles que querem dirigir e melhorar seus relacionamentos. Dessa forma, a pessoa torna-se mais consciente, mais conseqüente, mais responsável e muito, muito mais hábil.

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