A ERA DA EMPREGABILIDADE

Escrito por Diego Magri Juste
Diretor de Marketing da Campe
e estudante do 6º período
da Faculdade de Administração da UFJF

15/11/99

Durante muito tempo, acreditou-se que para que um profissional tivesse uma carreira bem sucedida, seria necessário dedicação, lealdade e paciência para galgar degrau a degrau a hierarquia da empresa. Em troca, seu empregador lhe daria um emprego vitalício, do "berço ao caixão".

Ao mesmo tempo, cuidaria de sua carreira como se fosse uma criança indefesa. Pois bem, então, esqueça tudo isso. De agora em diante, você é o dono de sua própria carreira. Ela é um bem precioso demais para se entregar a terceiros. É a era da empregabilidade, o conjunto de competências e habilidades necessárias para manter sua colocação dentro e fora de sua empresa.

O principal mandamento dessa era é a capacidade de gerar constantemente trabalho e remuneração (e não emprego e salário, como antigamente). Como em um negócio, você tem um produto, ou seja, seu talento. O mercado são seus empregadores. Para manter o produto atualizado, é necessário um departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (leia-se treinamento e informação). À semelhança de outras empresas, precisa de marketing para vender seu produto.

Faça o seu. Enfim, o papel de fornecedor do trabalho nesse mundo sem empregos exige do executivo novas habilidades e competências. A função da empresa nessa história é dar condições para que a pessoa esteja sempre se aprimorando. A atualização deve ser uma preocupação permanente para aqueles que querem conquistar a empregabilidade.

A leitura de livros e revistas, além de cursos e palestras são algumas das formas de se manter atualizado. Recentemente, um psicólogo americano, Daniel Goleman, fez sucesso ao definir a capacidade de controlar as próprias emoções e entender o que se passa com outras pessoas, o Quociente Emocional (QE). Uma parcela do QE vem do berço – intuição, equilíbrio emocional, entre outras características.

Mas é possível dar um “empurrãozinho” em direção a ele. A habilidade com as pessoas é uma exigência dos novos tempos. As empresas hoje não têm mais estruturas rígidas. Dezenas ou centenas de times nascem e desaparecem de acordo com essa ou aquela necessidade. Flexibilidade é o nome do jogo. O grande desafio para os executivos está na travessia entre o velho e o novo modelo. Abandonar os laços de lealdade e adotar o profissionalismo. Deixar de pensar como funcionário e colocar-se como fornecedor de trabalho.

Colaboração: CAMPE - Consultoria a Médias e
Pequenas Empresas da Faculdade de Economia
e Administração da UFJF.
E-mail: campe@fea.ufjf.br

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.