Fato marcante, a comemoração dos 150 anos de Juiz de Fora. São anos de lutas, de transformações, de crescimento, de avanços em todas as áreas; mas esta fase não pára por aí, como se tudo já estivesse resolvido e o sucesso fosse garantido. Que mais podemos fazer para garantir o sucesso e a “venda ” deste “produto ” chamado Juiz de Fora ?

Como apresentar ao exterior ou mesmo aos empresários de outros estados um produto com múltiplas facetas, com inúmeros contrastes, com muita carência de informação (mesmo nos dias de hoje), com salários e custos comprimidos pela política econômica? Muitas providências podem e devem ser tomadas não só pelo governo em todos os seus níveis, como também pela classe empresarial .

Como diz o renomado consultor Peter Drucker: “Inovação é um termo econômico e social ”. A grande revolução tecnológica que aconteceu na última metade do século XX gerou mudanças industriais, sociais e econômicas em todo o mundo e,com certeza, muitas outras estarão por vir. O empresário brasileiro deve se esmerar no marketing de relacionamento não só no ambiente global como em seus negócios locais. A oferta de produtos ou serviços de qualidade não deve ser mais usada como um “grande avanço” da empresa, pois, isto é o que qualquer consumidor espera e é obrigação do fornecedor - de acordo com o Código de Defesa do Consumidor - grande passo para a responsabilidade empresarial consciente.

Inovar e saber se relacionar com seus Clientes, parceiros – fornecedores, prestadores de serviço e com a comunidade, talvez seja uma receita fácil e prática que pode ser utilizada por todas as empresas, qualquer que seja o seu porte ou área de atuação. Apesar das inúmeras e bem cuidadas publicações existentes a respeito de marketing, percebemos que um número razoável de empresários desconhece como utilizá-lo de maneira adequada na sua empresa e querem um retorno imediato de qualquer ação que seja feita em nome do marketing. Acredito que o desconhecimento de algumas regras básicas seja o responsável por este pensamento. As principais dúvidas encontradas são:

  1. Marketing não é propaganda – muitas empresas acham que falta marketing quando falta é comunicação. A comunicação é um dos instrumentos utilizados pelo marketing; mas é preciso um bom produto, preço de mercado, distribuição adequada e um atendimento correto para se poder comunicar com sucesso com o Cliente.

  2. Promoção de vendas não garante fidelidade – ela deve ser encarada como um incentivo de curto prazo, não garantindo que o aumento de vendas seja permanente.

  3. Marketing não é o criador de necessidades – a necessidade é um sentimento de privação de alguma coisa que se tende a possuir, e todos os seres vivos nascem com ele. Cabe ao marketing criar o desejo para satisfazer uma necessidade por meio de um determinado produto/serviço.

  4. Marketing não vende; ele ajuda o cliente a comprar melhor – ou seja, a diferença essencial é que a empresa escuta o cliente, entende a sua expectativa e procura o produto certo para satisfazer esta necessidade e não apenas se preocupa em empurrar um produto.

  5. Cliente quer ser atendido e não encantado – o que se espera é que a empresa atenda ao Cliente, dando um atendimento correto, cortês, com honestidade, sem enganos e cumprindo o que se prometeu. A ética deve ser usada e o tratamento respeitoso. Assim, com certeza, o Cliente voltará e será fiel.

  6. Não existem milagres em marketing – é uma filosofia, um processo gerencial, que exige muito esforço e dedicação do empresário e de seus colaboradores, além de um acompanhamento constante para verificar as suas oscilações e tomar providências corretivas.

Marketing não é sorte nem apenas só criatividade, mas sim um trabalho com responsabilidade social, fiscal e ambiental.Estes fatores juntos, aliados ao conceito de administração participativa, economizam dinheiro, preservam empregos, aumentam a sua lucratividade e mantêm a empresa operante no mercado.

É fundamental que, nesta comemoração, se faça valer o Plano Estratégico de Juiz de Fora, divulgado em janeiro deste ano, cujo Objetivo Central é: “ Elevar Juiz de Fora a novos padrões de referência em serviços de educação e saúde, cultura, equilíbrio social e qualidade de vida, consolidando seu papel integrador do entorno”.

Também que se atinjam as três Estratégias lá determinadas que são : “Juiz de Fora, Cidade de Oportunidades, Capital da Zona da Mata e Cidade de Qualidade”. Importante é cuidar da preservação do meio-ambiente, não só no processo produtivo da empresa, usando um combustível não poluente – gás natural – como também zelar para que todos os colaboradores entendam e incorporem esta filosofia de cuidados com a natureza - reserva vital não só para os negócios, como também para a própria sobrevivência.

E você, Empresário juizforano, já se preocupou em atualizar os conhecimentos participando de palestras, seminários ou lendo um dos inúmeros livros que foram editados este ano em Gestão Empresarial, Marketing, Administração de Talentos Humanos e Desenvolvimento Pessoal, Tecnologia da Informação, Preservação Ambiental etc.?

Permita uma sugestão: se quer que a sua empresa faça parte das que vão comemorar os 150 Anos de fundação da Cidade e tem a firme intenção de continuar operante no mercado - inicie agora esta transformação pessoal, profissional e empresarial.

Parabéns, Juiz de Fora!

Roberto Monti é consultor de Marketing.

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