O Cavaleiro Rodrigo Sarmento

07/04/99

A paixão começou aos sete anos de idade. Incentivado pelo pai, Rodrigo aproveitava os cavalos da fazenda da família, onde todos gostavam do esporte. Na adolescência, com a separação dos pais, Rodrigo foi morar no Rio de Janeiro, onde começou a fazer aulas de hipismo. De lá para cá, Rodrigo Sarmento já conquistou muitos prêmios .

Para ele, suas maiores conquistas foram os títulos do ano passado: Campeão Brasileiro e Campeão Sul Americano na categoria Sênior. O fato é inédito na medida em que nunca tinha acontecido de um cavaleiro levar os dois títulos no mesmo ano. Segundo Rodrigo, a maior dificuldade em alcançar estes títulos foi o descontrole emocional que ele sofreu na última etapa do Campeonato Brasileiro de Sênior, realizado em setembro do ano passado no Rio de Janeiro. "Todo mundo quer chegar lá, então, a emoção toma conta da gente. Foi muito difícil, mas eu consegui me controlar e suportar a pressão. O ideal é que se consiga ficar frio o tempo todo, só que ninguém é uma máquina. Mas para vencer é preciso chegar o mais perto possível da perfeição e apesar de ter vencido, sei que fiquei longe dela."

O Campeonato Sul Americano de Sênior, realizado em Juiz de Fora em agosto do ano passado, foi bem mais tranqüilo. A diferença para o segundo colocado era de 23 pontos, enquanto, no Brasileiro, a diferença ficou por um ponto.

No ano passado, Rodrigo conquistou também uma das vagas para a Copa do Mundo de Hipismo de 1999, graças aos resultados obtidos no Concurso Internacional Visa Indoor, na Sociedade Hípica de São Paulo. Mas ele não poderá seguir para Gotemburgo, na Suécia, onde o concurso será realizado. Mesmo com toda experiência e títulos conquistados, ele passa por um drama comum no esporte brasileiro: a falta de patrocínio. A Equipe Coca-Cola, da qual faz parte, só patrocina o Haras Primavera. Falta o patrocínio pessoal. Rodrigo diz que seu maior problema hoje é arrumar um marketeiro: "Não sei vender o meu peixe e, apesar da minha assessoria de imprensa ser boa, esta parte fica faltando."

Rodrigo analisa Juiz de Fora como um dos melhores locais do país para o hipismo. A hípica oferece uma grande infra-estrutura e os campeonatos realizados aqui têm boa repercussão na mídia nacional. Mas não consegue deixar de ser um esporte caro, de elite, pois o cavalo e o tratamento que o animal precisa têm um custo bem elevado."

Os treinamentos são uma rotina para Rodrigo Sarmento, que não descansa nem mesmo nos feriados. Além disso, ele tem um preparador físico com o qual se exercita pelo menos um hora e meia por dia e um professor de hipismo, Carlos Vinícius da Mota, do Rio de Janeiro. Rodrigo diz que já tentou entrar para uma academia, mas não gostou. "Os exercícios têm de ser bem específicos, valorizando o equilíbrio."

Rodrigo já deu aulas de hipismo em Juiz de Fora para muitos alunos. Hoje tem apenas um. "O problema são as viagens para os campeonatos que não deixam manter uma freqüência às aulas." Mas a própria Hípica possui uma Escolinha. As turmas funcionam nos seguintes horários:

  • Segunda e quarta de 18h30 às 19h30.

  • Segunda e quarta de 19h30 às 20h30.

  • Terça e quinta das 18h às 19h.

  • Sábado das 15h às 16h e domingo das 10h às 11h.

A mensalidade é de R$75,00 para não sócios e R$50 para sócios. O aluno não precisa possuir um cavalo. O telefone da escolinha é 221-1966. Uma novidade da Hípica é a Equoterapia para deficientes físicos e mentais. O telefone de contato é 212-2147 ou 221-3961.

O Haras Primavera, sede da Equipe Coca-cola, possui uma home page. O endereço é: www.harasprimavera.com.br, e o e-mail de Rodrigo é rsarmento@harasprimavera.com.br. No site encontra-se seu currículo completo, informações sobre cavalos, entre outras.

Colaboração: Luciana Lima
Estudante do 6º período de Jornalismo
da Facom, UFJF

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