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    Terceira Idade Cardápio com atenção redobrada



    Emilene Campos
    Repórter
    03/12/99

    :

    “Quem quer que tenha sido o pai da doença,
    a mãe, com certeza, é uma alimentação inadequada”.

    O provérbio chinês serve para explicar a importância de uma alimentação adequada. Se crianças e adultos devem ter este tipo de cuidado, com o idoso não é diferente. Nessa fase da vida, a atenção deve ser redobrada, já que com o avanço da idade, o processo de metabolismo fica mais lento. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Neif Sathler Musse, explica que isso é uma tendência natural que precisa ser compreendida pelos familiares.

    A constipação intestinal, por exemplo, é um dos problemas mais comuns nesta fase e decorre principalmente da diminuição da locomoção, além da baixa ingestão de líquidos. “Os idosos têm pouca sede e se desidratam com mais facilidade”, completa Musse.

    Para amenizar o problema, é fundamental o consumo de alimentos contendo fibras, como as verduras, legumes e frutas. “Mesmo que a pessoa não tenha sede, é preciso estimulá-la a tomar água, fazendo deste hábito um ato cotidiano”, reforça o médico. Fígado e rins também diminuem sua atividades, daí a restrição à ingestão de quantidades excessivas de gorduras e de proteínas.

    Frituras e gorduras saturadas, presentes na carne vermelha, gema de ovos, leite integral e derivados, miúdos de frango e de boi devem ser eliminadas do cardápio. Caso o idoso sofra de doenças, isoladas ou em associação, vale seguir a sugestão do médico. Os que sofrem de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou renal devem pensar duas vezes antes de abusar do sal. Já aqueles com deficiência renal e hepática devem diminuir a ingestão de proteínas e açúcares, além de manter as massas longe da mesa.

    Por outro lado, há nutrientes que podem melhorar a condição do paciente. Alimentos que contenham cálcio e vitamina D, por exemplo, podem ajudar quem tem osteoporose. Já os produtos que contêm ferro (fígado, peixe, verduras e legumes) podem melhorar a anemia ferropriva.

    Mas se seus avós teimam em comer uma feijoada e sempre argumentam que já estão no fim da vida e que de nada vai adianta mudar os costumes agora, diga a eles que estão enganados. “Os hábitos ficam mais arraigados entre nós se o tivermos desde muito cedo, mas uma pessoa com 60 anos, que cuidar melhor de sua alimentação, pode viver mais 60 anos”.

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