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    Jornalistas desfilam na avenida do samba para contar como acontece a exibição das escolas no Carnaval 2006 de Juiz de Fora

    Repórter: Ricardo Corrêa
    Edição: Ludmila Gusman
    Designer: Lívia Mattos

    Eles caminham sem sambar, mas passam mais na avenida do que as escolas. Quantas vezes não se desce ou sobe a passarela quando se é jornalista e é preciso cobrir o desfile das escolas de samba, e a movimentação no sambódromo. Haja fôlego para quem não é folião, mas precisa fazer com que o carnaval chegue na casa e na lembrança de cada uma das pessoas que, por um motivo ou por outro, não acompanharam a festa. É esse o papel da imprensa. Que entra de graça, tem acesso livre, mas que não pode aproveitar nada disso simplesmente porque está trabalhando, e sempre correndo.

    São dezenas de jornalistas, fotógrafos, produtores, cinegrafistas e técnicos trabalhando na avenida. E fazendo de tudo. Uns apenas falam nas ondas do rádio, passam a emoção nos textos de jornal, ou outros que trabalham com a interação da internet. Há aqueles que cobrem para televisão e os que, na tv, transmitem o desfile ao vivo. E, acredite, há quem está, na avenida, fazendo matérias que, aparentemente, nada têm a ver com carnaval.

    Roberta Oliveira (foto) faz parte da equipe de uma rádio que transmitiu ao vivo os desfiles do grupo 1-B. No grupo, um repórter fica na concentração, outro na dispersão e ela, ao lado do companheiro Paulo (os dois na foto ao lado), corre pela avenida, pelos camarotes e mesas para entrevistar as pessoas que estão assistindo aos desfiles. Muito sacrifício, mas com recompensas, segundo Roberta.

    "Ah, existe o cansaço. Chegamos 18h e só vamos sair quando o desfile acabar, mas o melhor é quando passa a escola, a bateria. Não tem jeito, a escola te ganha ali, e é assim com todas", conta.

    O imediatismo do rádio obriga uma grande agilidade na transmissão, mas quem faz jornalismo impresso também precisa se virar. Isso porque terá que fazer um texto detalhado, abrangente, para simplesmente não repetir o que rádio, tv e internet já disseram. Por isso, as equipes de impresso costumam ser maiores na avenida. No caso de Maria Judith Possani (foto ao lado), a matéria será escrita a quatro mãos. Ela só chegou à passarela depois de 1h da manhã. Antes, outra repórter já trabalhava. Depois, as duas sentam e escrevem o texto, que não vai versar apenas sobre os desfiles, mas sobre as ocorrências policiais e tudo mais que acontecer na avenida, o que obriga a jornalista a ficar com um olho na passarela e outro do lado de fora.

    Na internet, o espaço é maior, cabem mais fotos e textos mais detalhados. Por isso o esforço de quem trabalha com esse veículo é grande. Mais do que fazer um texto abrangente como os de impresso, é necessário que se utilize recursos de interatividade e, mais do que isso, que exista agilidade. É por isso que a repórter Fernanda Leonel (foto), que faz parte da equipe da ACESSA.com sai da avenida para a redação do portal. Não importa se eles vão sair de lá já no fim da manhã ou início da tarde do outro dia. O importante é que o internauta clique e tenha no site a melhor cobertura de cada um dos dias de desfile.

    "Nós sempre chegamos no início e saímos quando acaba. Como a internet dá essa agilidade, nós vamos direto colocar a matéria no ar. E buscamos fazer coisas diferentes, de bastidores, várias matérias", explica a repórter.

    Para Carla Arantes (foto ao lado), a atenção é redobrada. A emissora em que trabalha está fazendo a transmissão ao vivo do desfile do 1-B e do 1-A. Sua função é ficar na avenida cobrindo os buracos entre uma escola e outra. Durante os desfiles, o comando fica na cabine, com os narradores e comentaristas. Depois que a escola passa, entram em cena as reportagens de Carla, com pessoas famosas, vendedores ambulantes, autoridades e foliões de todo tipo.

    "É bacana, mas é difícil. Até porque é a primeira vez que estamos fazendo. São 39 pessoas trabalhando em algo muito novo. Mas nós vemos as transmissões do Rio e tentamos fazer parecido aqui", diz Carla Arantes, que não desgruda do ponto eletrônico nenhuma vez. Afinal, em transmissão ao vivo não há hora para ser requisitada.

    Esporte e política
    Jornalista na passarela faz matéria de carnaval. Certo? Mais ou menos. Para Bruno Schincariol e Ricardo Miranda não é bem assim. Bruno é repórter de televisão e está pautado para fazer matérias de esporte na avenida. Já Ricardo (na foto ao lado de camisa branca), tem que ficar grudado nos políticos, ouvindo coisas daqui e outras dali, para fazer notas sérias de política. Nenhum ambiente pode ser descartado para quem trabalha com jornalismo político.

    Por isso, é comum ver Ricardo Miranda lá no cantinho, conversando com um assessor, enquanto uma escola não vem. No fim do dia, de posse das informações, ele fará notas da coluna de um jornal impresso. Ele sabe que, no seu trabalho, a disputa não é entre escolas, mas entre partidos e candidatos.

    Já Bruno Schincariol (foto ao lado) não vê dificuldades em fazer pautas de esporte na avenida. Um carro sendo empurrado, um puxador de samba se esgoleando, mestre-salas e porta-bandeiras desfilando, tudo remete a esporte. E Bruno está lá para captar isso, seja medindo os batimentos do coração do mestre-sala, ou ouvindo os empurradores de carro sobre os gastos calóricos que se têm durante o desfile. Pautas pré-definidas e algumas criações feitas na avenida.

    "Se você procurar você vai encontrar muita pauta de esporte em fatos curiosos. É o caso do mestre-sala, que faz esporte durante todo o momento que está na avenida. Lembro até de quando, no ano passado, foi feita uma matéria em que se pesou o puxador de samba antes e depois do desfile, e ele havia perdido dois quilos", explica Bruno, que correndo de um lado para o outro, também não deixa de estar praticando esporte.

    As dezenas de atletas da imprensa correm contra o tempo e se colocam no meio das escolas, para que as escolas se coloquem à frente de cada pessoa que acessa um site, liga a televisão, a rádio ou compra um jornal no dia seguinte. Para saber de tudo, até mesmo como é o trabalho da imprensa na avenida.

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