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    Prédio "lendário" de JF tem obras retomadas A construção do prédio começou em 1986, mas foi paralisada cerca de 15 anos atrás. Engenheiro garante que o material do edifício está em perfeito estado

    Sílvia Zoche
    Subeditora
    31/01/2008

    Quem mora em Juiz de Fora há muitos anos ou visita a cidade há algum tempo, já até se acostumou com uma obra inacabada na esquina da rua Floriano Peixoto com a avenida Rio Branco. Existem várias histórias em volta desta construção, como a de que vai ser demolida, que vai ficar da maneira que se encontra para sempre, que a obra vai terminar em cinco anos...

    O edifício já foi eleito até uma das setes 'maravilhas' de Juiz de Fora, em artigo escrito pelo jornalista Ivanir Yazbeck, em julho de 2007. O escritor e jornalista fala sobre as 'sete maravilhas de JF' às avessas. "A quem pertence, não interessa. Importa é que, no coração da cidade, há um monumento à inércia empresarial-imobiliária, na forma do esqueleto de um prédio, que apodrece a olhos vistos há mais de 15 anos", escreve Yazbeck.

    A idade da obra também causa dúvidas. Alguns dizem mais de 30 anos, outros 18, há quem diga até que tenha dez. Mas ao passar pela rua Floriano Peixoto, no outro lado da calçada, é possível ver a placa informativa de quando a obra teve seu início. O projeto foi aprovado pela Prefeitura de Juiz de Fora em 17 de novembro de 1986, ou seja, há quase 22 anos.

    Há alguns meses, entram e saem trabalhadores do edifício Parma Center (o nome também está na placa). O engenheiro responsável por toda a obra, "desde o início até o final", como enfatiza, é o boliviano Dario Vaca-Diez Busch, que mora em Juiz de Fora desde 1965, e é formado pela faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde tornou-se professor no departamento de Estruturas.

    O retorno

    Mas o que todos querem saber é o motivo da obra estar parada há tanto tempo e qual vai ser o destino dela. Segundo Dario, o único proprietário do edifício, Louro Justo Parma, estava com outra obra de grande porte em sua cidade natal, Ubá, local onde reside até hoje. Por isso, teve que escolher. "Não havia recursos para tocar as duas obras ao mesmo tempo", explica o engenheiro.

    foto de prédio em construção foto de um prédio sendo construído foto de um prédio sendo construído

    Como a construção em Ubá terminou, Parma pôde voltar seus olhos para o prédio de JF. Portanto, a construção vai ser retomada e não será demolida. Quanto às condições da estrutura, Dario garante que a construção está em perfeita ordem, e salienta a todo momento que ele foi o responsável por tudo, desde a sondagem, fundação, projeto, cálculo até a supervisão. Agora, com a retomada dos trabalhos, o engenheiro vai fazer a supervisão técnica.

    foto de prédio em construção foto de um prédio sendo construído foto de um prédio sendo construído

    Ele garante que a obra está em perfeito estado. "É uma obra sadia". Segundo Dario, no fim da década de 1980 a construção foi periciada por três engenheiros que confirmaram as boas condições para o prosseguimento da edificação, mesmo que continuasse cerca de quinze anos depois de parada. "Foi feita sondagem, fundação tipo Frank e uma estaca moldada no local", diz Dario, que explica que a obra já estava quase com carga total ao ser periciada, ou seja, 80% do total. Uma construção deste porte tem durabilidade acima de 60 anos, certifica o engenheiro.

    Novo projeto
    foto de prédio em construção foto de um prédio sendo construído foto de um prédio sendo construído

    Com o passar dos anos, o proprietário do edifício resolveu mudar o projeto, que, de acordo com Dario, não vai abalar as estruturas existentes. Se antes seriam alugadas lojas no primeiro piso e nos 15 andares acima, salas; agora o primeiro andar vai ter uma loja e sobreloja única de móveis, que poderá ser vista em detalhes por quem passar pela rua, porque a fachada será toda de vidro (foto acima, à direita).

    O que antes seriam salas comerciais vão ser transformadas em lofts para aluguel. "A idéia do loft é usar a residência para trabalho", comenta Dario. Vão ser 60 apartamentos ao todo, seis por andar. Cada apartamento terá uma suíte, uma cozinha, um banheiro social, uma área de serviço e uma sala. A previsão é de que a loja e a fachada de todo prédio fique pronta em alguns meses. Em seguida, começam as obras dos lofts, com expectativa de ficarem prontas em um ano e meio. Agora é aguardar e ver o resultado.


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