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    Cecília Junqueira Cecília Junqueira 17/8/2012

    Sobre como exercer a ecocidadania

    Maçã...O conceito de "politicamente correto" surgiu ligado ao esforço de revelar preconceitos contra minorias sociais, e acabou, como costuma acontecer com as ideias que pretendem mudanças, digerido, descaracterizado, esvaziado de seu caráter de reforço da democracia. Virou quase um xingamento, sinônimo de imposição fascista, de autoritarismo. De democrático, o conceito virou inimigo da democracia. Assim também vem acontecendo com quem, como eu, trabalha pela defesa do meio ambiente. De estudioso da Ecologia para ecochato, para "ecologicamente correto", com sentido pejorativo.

    Prefiro buscar ser "ecologicamente correta", por ser uma grande causa, quiçá a mais nobre da humanidade. O cidadão ecologicamente correto, como entendo, quer viver bem consigo mesmo e com o mundo, sabe da sua parcela de contribuição, por isso procura fazer escolhas conscientes na sua vida pessoal, social e profissional, buscando o bom senso, o equilíbrio.

    Planejar o estilo de vida que se quer ter exige dedicação e alguma privação, porque saúde mental e paz de consciência são resultado de um percurso que envolveu escolha disto em detrimento daquilo. Hoje, as escolhas estão na esfera da praticidade: se é prático, me dá um, mesmo que não seja bom para mim; optamos por comidas artificiais, produtos descartáveis, trabalhamos em escritórios-gaiolas, respiramos ar condicionado, nos endividamos para ter um padrão de vida que não é o nosso, para agradar a pessoas que não conhecemos... A verdade é que nossas vidas andam desprovidas de sentidos, ou quando eles existem, são profundamente materialistas.

    Toda mudança começa por uma autoavaliação. Observe que, geralmente, hábitos que são prejudicais para você costumam ser também para o meio ambiente, e não é uma grande coincidência: fumar, só andar de carro, alimentos industriais, consumo excessivo... Pequenas alterações em casa, na rua, nas compras e no trabalho são capazes de uma revolução, gerando uma preciosa economia e poupando recursos naturais, e o que é melhor, dando um up grade na sua qualidade de vida.

    Vamos às ecodicas?

    Ecocidadania na sua vida pessoal

    • Use menos remédios. Especialistas afirmam que há, no máximo, trezentos remédios e vacinas necessários ao bem estar das pessoas, mas, todos os anos, surgem centenas de medicamentos diferentes, que, na verdade, são "variações sobre o mesmo tema". Não podemos esquecer dos benefícios da homeopatia, acupuntura, do-in, que são tratamentos alternativos menos agressivos ao paciente. Tratamentos mistos têm mostrado ótimos resultados. Gera economia? Sim, tratamentos alternativos costumam ser mais baratos que os convencionais.
    • Coma menos carne. A carne vermelha demora muito tempo para ser digerida pelo organismo, além de poder ter hormônios e antibióticos, prejudiciais à nossa saúde. Gera economia? Sim, carne é o alimento mais caro da cesta básica.
    • Adote o cochilo. Na Espanha, chamado de siesta, o cochilo de até 30 minutos depois do almoço revigora o trabalhador e diminui 30% o risco de doenças do coração. Gera economia? Sim, pois diminui doenças do coração, além de aumentar a produtividade do trabalhador.
    • Entre na turma do chá. Geração coca- cola que nada, o negócio é adotar o hábito inglês, que, além de charmoso, é super saudável; os de camomila, alecrim ou hortelã ajudam a relaxar, os chás hepáticos ajudam seu fígado, e todos podem ser tomados quentes ou frios. Gera economia? Sim, porque previne a incidência de doenças, além de amenizar os sintomas de várias patologias.
    • Ganhe a guerra do cigarro. O cigarro tem mais de 2 mil agentes cancerígenos, é o vício mais caro para os cofres públicos. Gera economia? Sim, quando se deixa de comprar o maço e quando se evita o surgimento de câncer.
    • Café é bom, mas... a cafeína em altas doses provoca alterações cardíacas, insônia, excitação. Gera economia? Sim, porque diminui o uso de calmantes.
    • Óleo, menos é mais : prefira o de origem vegetal, porque é mais leve, como o de oliva, girassol, soja, milho, eles ajudam a eliminar o colesterol e a reduzir a hipertensão. Evite frituras. Gera economia? Sim, porque evita doenças cardíacas.
    • Coma frutas, legumes e verduras. Além de muito saborosas, elas evitam várias doenças porque são fontes de vitaminas e sais minerais. Prefira as da estação, porque possuem menos pesticidas e são mais baratas. Gera economia? Sim, porque frutas e legumes são alimentos baratos e funcionais, prevenindo doenças.
    • Cuidado com sal e açúcar. Estes dois itens, preciosos para qualquer prato, são também fontes de grandes males da humanidade, pressão arterial e obesidade, respectivamente. Portanto, ingira o mínimo que puder. Gera economia? Sim, além de controlar nossa gula (tanto para o salgado quanto para o doce), evita mortes prematuras.
    • Evite o isopor. No supermercado, na mercearia, na padaria, quer coisa mais banalizada que aquele isopor? Escolha os produtos a granel. Além de você poder escolher qual pão ou legume levar, evita geração de lixo desnecessário, e não se esqueça de desfilar com sua sacola reciclável, que além de charmosérrima é superprática. Gera economia? Sim, porque quando compramos com embalagem pagamos por ela; a granel costuma ser mais barato, além do isopor ser feito de benzeno, um produto cancerígeno.

    O maior investimento que podemos fazer é na nossa saúde!

    Mês que vem vou dar algumas dicas para o trabalho, para o sítio, para as festas e para a vida em comunidade, todas ecopoliticamente corretas! Abraços verdes!



    Cecília Junqueira é gestora ambiental, pós-graduada em problemas ambientais urbanos
    e integrante da "Mundo Verde projetos ambientais".

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