Quarta-feira, 17 de agosto de 2016, atualizada às 12h31

Sindicato pede interdição da Imbel ao Ministério Público

Da redação

Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, 17 de agosto, os funcionários da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) aprovaram o envio de um ofício ao Ministério Público, pedindo a interdição imediata da indústria. O documento será encaminhado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico de Juiz de Fora e Região (Stiquifamp/JF), para a Procuradoria Regional do Trabalho e Secretaria de Relações do Trabalho de Juiz de Fora ainda no início da tarde. A reunião aconteceu depois da explosão de um paiol com munições no final da noite de terça, 16. Ninguém ficou ferido.

Segundo o presidente do Stiquifamp/JF, Scipião Junior, a assembleia aconteceu às 7h, após a dispensa dos funcionários. “Todos definiram e aprovaram a proposta apresentada pelo sindicato de encaminhar um ofício aos órgãos responsáveis pedindo a interdição da empresa, até que se apresente um laudo do Corpo de Bombeiros e da própria empresa, dando garantia de segurança para o retorno ao trabalho”, detalha.

Júnior complementa que o fundamento para pedido da interdição da empresa é que todos os trabalhadores da unidade Juiz de Fora e das outras unidades do país estão desassistidos do seguro de vida. “A empresa não renovou a apólice que garante o seguro. Até ganhamos em primeira instância na Justiça o direito do reestabelecimento do seguro, mas não foi cumprido até o momento”.

Representantes do Stiquifamp/JF acompanharam o andamento da ocorrência durante a madrugada. “Ficamos preocupados com a situação dos vigilantes. Descobrimos que a guarda patrimonial da empresa trabalha com equipe de quatro funcionários, mas no momento do acidente o quadro não estava completo, com apenas dois vigilantes para toda a área”, destaca o presidente.

A ACESSA.com entrou em contato com a Imbel, mas ainda não teve retorno.

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