Policiais e Bombeiros Militares saem em passeata contra aprovação da PL 257 

Com a aprovação das medidas de reajuste fiscal na Câmara, as categorias podem ficar sem aumento salarial  e ter corte em benefícios

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19/12/2016

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Funcionários públicos estaduais, policiais, bombeiros, agentes penitenciários e pensionistas saíram em passeata no início da tarde desta segunda-feira, 19 de dezembro, no Centro de Juiz de Fora. Os manifestantes concentraram em frente à Câmara dos Vereadores, no Parque Halfeld, e desceram o Calçadão com faixas, palavras de ordem e carro de som em direção à Praça da Estação. Eles protestam contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PL) 257, que estabelece algumas medidas de reajuste fiscal para os Governos federal e estadual, que deve ser votada nesta segunda na Câmara dos Deputados.

Inicialmente, o PL incluía alguns cortes e alterações para os policiais e bombeiros, mas foi retirado durante votação e aprovação na Câmara dos Deputados, no início do ano. Já no Senado, emendas foram inseridas, recolocando as categorias nestas medidas. Por isso, o projeto retornou para aprovação ou não, em sessão única. “Sob pressão dos governadores, os senadores voltaram atrás e nos incluíram novamente. Hoje, o movimento acontece em todo o Estado e queremos mostrar para a população que nossa categoria é diferenciada, por isso deve ser tratada de forma diferente”, afirma o capitão André Luiz Felipe do Monte, da Polícia Militar da Reserva, pertencente ao 2° Batalhão.

Capitão Felipe lembra que os policiais e bombeiros não recebem hora extra, adicional noturno, adicional por periculosidade, são dedicação exclusiva, além de terem um Instituto de Previdência separado. “Trabalhei 30 anos na polícia e estaria em uma posição privilegiada se estivesse em uma empresa, com todo este tempo de fundo de garantia para receber. Passei para reserva e não recebi nada. A população precisa saber e não podemos aceitar!”.

Com aprovação da PL, as categorias temem pela impedimento de aumento salarial e a progressão de em planos de cargos e carreira, promoções previstas serão cortadas, haverá aumento da contribuição da Previdência. Além disso, vantagens, como férias prêmio que poderia ser convertido em remuneração, seria suspenso por 36 meses prorrogáveis por mais 36 meses.

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