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    Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017, atualizada às 12h13

    Estratégia da força-tarefa contra blocos irregulares será definida nesta quinta

    Da redação
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    Estratégias de ação da força-tarefa para inibir blocos carnavalescos irregulares e problemas relacionados à aglomeração de pessoas e perturbação do sossego no Bairro São Mateus serão definidas em reunião, nesta quinta-feira, 16 de fevereiro. O encontro agendado às 16h, na sede da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), terá participação da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Comissariado de Menores, Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra), Secretaria de Segurança e Cidadania (Sesuc) e Câmara dos Vereadores.

    O problema ganhou maior repercussão após evento irregular na última sexta, 10, organizado no Facebook - que reuniu milhares de pessoas, principalmente nas ruas São Mateus, Carlos Chagas e Oswaldo Aranha. Outro bloco foi divulgado nas redes sociais para esta sexta, 17, no mesmo local.

    Para discutir o assunto, uma reunião aconteceu na última terça, 14, e teve participação de representantes das secretarias da PJF, Associação dos Moradores, vereadores, do Conselho Comunitário de Segurança Pública da Região Centro Sul (Consep Centro Sul) e mais de 100 moradores de vários bairros da região Sul. Na data, os participantes expuseram suas demandas recorrentes como som alto, lixo nas ruas, interdição das vias devido à aglomeração de pessoas, consumo e venda de drogas e bebida alcoólica para menores.

    Segundo o presidente do Consep Centro Sul, Carlos Alberto de Paula, as reclamações já se arrastam há mais de um ano, mas com o período do Carnaval o problema potencializou nos últimos dias. “Moradores relatam barulho até altas horas, venda de drogas, situações constrangedoras e inconcebíveis como o relato de uma senhora de 78 anos, que ia sair de casa com os netos e teve que voltar ao presenciar sexo explícito na porta de sua residência”, relata. Ele diz que alguns moradores estão chegando ao ponto de venderem os imóveis para se mudar do local. “Várias pessoas fazem xixi na rua e jogam garrafas em todos os cantos das ruas. Tem morador que precisa ligar para a polícia para ser escoltado e entrar na garagem de casa”.

    Um dos residentes da Carlos Chagas, que preferiu não se identificar, afirma que alguns bares vendem bebidas alcoólicas para menores de idade e estendem seu horário de funcionamento até alta madrugada. “As pessoas passaram a ocupar a rua e trazem suas bebidas. Muitas nem consomem nos bares. Pela manhã encontramos, inclusive, seringas. É comum a presença de carros com som muito alto até 4h da manhã”, conta.

    Outra medida possível, se necessário, será o acionamento do Ministério Público para elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com donos de bares. “Queremos a reforma do Código de Posturas do município para conseguir limitar o horário de funcionamento dos estabelecimentos que não possuem características adequadas para se manterem abertos até madrugada. Hoje, o código diz que a 'hora é liberada'. Vamos enviar ata da reunião e um abaixo-assinado com mais de 400 assinaturas para o promotor Alex Santiago, do Ministério Público do Meio Ambiente, como solicitado por ele. Assim, estará respaldado dos acontecimentos nas regiões”. Também assinaram a ata, moradores dos bairros Alto dos Passos, Bom Pastor, Santa Cecília e Cascatinha.

    Na data do tumulto, o bar homônimo ao nome do Bloco São Barto se posicionou contra o evento e disse que não possuía relação com organização da ação. Em acordo firmado em conversa com a SAU, o bar chegou a fechar as portas mais cedo no dia e lançou cartilha instrutiva para seus clientes.

    Ações tolerância zero

    De acordo com o tenente Gilmar da Silva, comandante do setor 1 da 32ª Companhia da PM, responsável pelo policiamento na região, na última sexta, 10, aproximadamente 2.500 estiveram no bloco irregular. Ele diz que foi registrado um boletim de ocorrência de perturbação da ordem pública, narrado casos de menores com bebidas alcoólicas, uso de drogas, som alto e brigas generalizadas. "A polícia precisou usar bomba de efeito moral para dispersar a confusão. Os envolvidos chegaram a jogar garrafas de vidro na viatura policial", conta.

    Para repreender os organizadores do evento não autorizado, a PM em parceria com o delegado Rodrigo Massaud, da 1ª Delegacia da Polícia Civil, estão apurando os envolvidos na mobilização. Além disso, com o apoio das imagens das câmeras Olho Vivo, a polícia pretende identificar as pessoas que participaram das brigas.

    O tenente reforça que toda a companhia está empenhada em ações de 'Tolerância Zero' na região do São Mateus, para coibir qualquer problema, como que ocorreu na última sexta. "Hoje todo sistema de defesa social vai se reunir às 16h para traçar as estratégias. Na sexta vamos agir na área com ações preventivas. Pedimos aos pais que não autorizem seus filhos a irem nesses eventos irregulares, temos uma grande programação do Carnaval de Juiz de Fora que terá segurança e policiamento adequado".

    Caso moradores e comerciantes presenciem situações de tráfico de drogas ou outros transtornos, a polícia pede que denunciem pelo Disque Denúncia 181, que é anônimo, ou, em casos de emergência, ligar para o 191.

    SAU

    A Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) afirma que tem atuado no bairro São Mateus desde dezembro, intensificando a fiscalização nos bares locais. A Secretaria diz, ainda, que vem fiscalizando a região mesmo antes do acontecido na última sexta, 10, e também realiza, em parceria com outros órgãos, como a Settra, Guarda Municipal e Polícia Militar o monitoramento da área com o objetivo de coibir irregularidades relacionadas às posturas municipais, como venda de produtos em via pública, uso indevido de mesas e cadeiras sem autorização e o abuso na utilização de som automotivo. A SAU autuou ambulantes sem autorização e donos de veículos com som automotivo irregular.

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