PF deflagra Operação Mercúrio e investiga quadrilha que fraudava licitações De acordo com o chefe da Delegacia da Polícia Federal, Cláudio Dornelas, Juiz de Fora virou "celeiro de pessoas que praticam este tipo de modalidade criminosa"

Thiago Stephan
Repórter
24/2/2012
Operação Mercúrio

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 24 de fevereiro, em Juiz de Fora e em Ewbank da Câmara, a Operação Mercúrio, que teve como objetivo apurar fraudes em licitações públicas federais realizadas por uma organização criminosa que atua em âmbito nacional.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal, o que resultou em "farta documentação", conforme destacou o chefe da Delegacia da PF em Juiz de Fora, Cláudio Dornelas. Ele disse ainda que a "cidade virou um celeiro de pessoas que praticam este tipo de crime". Quatro empresas estão sendo investigadas. Só uma delas teve faturamento, em 2011, de aproximadamente R$ 20 milhões. Cerca de 12 pessoas são alvo das investigações, entre elas "nomes conhecidos na cidade". Ninguém foi preso.

Segundo as investigações, a quadrilha utilizava "laranjas" em sua constituição, como uma babá, utilizando ainda endereços fictícios. Existem contratos em nomes dessas empresas, com indícios de fraudes, com diversos órgãos federais: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Receita Federal, Ministério do Trabalho (SC), Inmetro (RS), Advocacia-Geral da União (JF), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de Minas e do Rio Grande do Sul, dentre outros.

"A fraude acontecia na formação da empresa, na montagem do contrato, na apresentação de documentos após vencer uma licitação e durante a execução dos contratos com a apresentação de guias falsificadas. Portando, as fraudes aconteciam durante todo o processo," explicou Dornelas, revelando que em uma dessas empresas, cerca de cinco mil funcionários podem ter deixado de usufruir de direitos trabalhistas.

Inicialmente, o grupo está sendo investigado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraudes em licitações públicas e lavagem de dinheiro. "Vamos continuar investigando todas essas fraudes. Temos muitos documentos apreendidos, farto material de prova para chegarmos aos verdadeiros criminosos", expôs Dornelas.

Operação Mercúrio x Operação Trucatto

Ainda de acordo com o delegado, as investigações da Operação Mercúrio, iniciadas há quatro meses, "guardam uma linha tênue" com a Operação Trucatto, deflagrada em novembro do ano passado para investigar empresas sediadas em Juiz de Fora que fraudavam pregões eletrônicos em todo o país. As empresas investigadas na Operação Mercúrio teriam ligação com nomes investigados na Operação Trucatto. Apesar disso, ele acredita que não se trata de uma mesma quadrilha. "São duas organizações distintas. Há anos atrás, alguns nomes investigados nas duas operações foram sócios em uma mesma empresa. Em um determinado momento eles se dissociaram, com cada um ficando com o seu ramo", observou Dornelas.

O nome da operação foi escolhido por ser o mercúrio um metal que se divide em várias partes quando manipulado.

Os textos são revisados por Mariana Benicá

PF deflagra Operação Mercúrio e investiga quadrilha que fraudava licitações De acordo com o chefe da Delegacia da Polícia Federal, Cláudio Dornelas, Juiz de Fora virou "celeiro de pessoas que praticam este tipo de modalidade criminosa"

Thiago Stephan
Repórter
24/2/2012
Operação Mercúrio

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 24 de fevereiro, em Juiz de Fora e em Ewbank da Câmara, a Operação Mercúrio, que teve como objetivo apurar fraudes em licitações públicas federais realizadas por uma organização criminosa que atua em âmbito nacional.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal, o que resultou em "farta documentação", conforme destacou o chefe da Delegacia da PF em Juiz de Fora, Cláudio Dornelas. Ele disse ainda que a "cidade virou um celeiro de pessoas que praticam este tipo de crime". Quatro empresas estão sendo investigadas. Só uma delas teve faturamento, em 2011, de aproximadamente R$ 20 milhões. Cerca de 12 pessoas são alvo das investigações, entre elas "nomes conhecidos na cidade". Ninguém foi preso.

Segundo as investigações, a quadrilha utilizava "laranjas" em sua constituição, como uma babá, utilizando ainda endereços fictícios. Existem contratos em nomes dessas empresas, com indícios de fraudes, com diversos órgãos federais: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Receita Federal, Ministério do Trabalho (SC), Inmetro (RS), Advocacia-Geral da União (JF), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de Minas e do Rio Grande do Sul, dentre outros.

"A fraude acontecia na formação da empresa, na montagem do contrato, na apresentação de documentos após vencer uma licitação e durante a execução dos contratos com a apresentação de guias falsificadas. Portando, as fraudes aconteciam durante todo o processo," explicou Dornelas, revelando que em uma dessas empresas, cerca de cinco mil funcionários podem ter deixado de usufruir de direitos trabalhistas.

Inicialmente, o grupo está sendo investigado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraudes em licitações públicas e lavagem de dinheiro. "Vamos continuar investigando todas essas fraudes. Temos muitos documentos apreendidos, farto material de prova para chegarmos aos verdadeiros criminosos", expôs Dornelas.

Operação Mercúrio x Operação Trucatto

Ainda de acordo com o delegado, as investigações da Operação Mercúrio, iniciadas há quatro meses, "guardam uma linha tênue" com a Operação Trucatto, deflagrada em novembro do ano passado para investigar empresas sediadas em Juiz de Fora que fraudavam pregões eletrônicos em todo o país. As empresas investigadas na Operação Mercúrio teriam ligação com nomes investigados na Operação Trucatto. Apesar disso, ele acredita que não se trata de uma mesma quadrilha. "São duas organizações distintas. Há anos atrás, alguns nomes investigados nas duas operações foram sócios em uma mesma empresa. Em um determinado momento eles se dissociaram, com cada um ficando com o seu ramo", observou Dornelas.

O nome da operação foi escolhido por ser o mercúrio um metal que se divide em várias partes quando manipulado.

Os textos são revisados por Mariana Benicá

-

PF deflagra Operação Mercúrio e investiga quadrilha que fraudava licitações De acordo com o chefe da Delegacia da Polícia Federal, Cláudio Dornelas, Juiz de Fora virou "celeiro de pessoas que praticam este tipo de modalidade criminosa"

Thiago Stephan
Repórter
24/2/2012
Operação Mercúrio

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 24 de fevereiro, em Juiz de Fora e em Ewbank da Câmara, a Operação Mercúrio, que teve como objetivo apurar fraudes em licitações públicas federais realizadas por uma organização criminosa que atua em âmbito nacional.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal, o que resultou em "farta documentação", conforme destacou o chefe da Delegacia da PF em Juiz de Fora, Cláudio Dornelas. Ele disse ainda que a "cidade virou um celeiro de pessoas que praticam este tipo de crime". Quatro empresas estão sendo investigadas. Só uma delas teve faturamento, em 2011, de aproximadamente R$ 20 milhões. Cerca de 12 pessoas são alvo das investigações, entre elas "nomes conhecidos na cidade". Ninguém foi preso.

Segundo as investigações, a quadrilha utilizava "laranjas" em sua constituição, como uma babá, utilizando ainda endereços fictícios. Existem contratos em nomes dessas empresas, com indícios de fraudes, com diversos órgãos federais: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Receita Federal, Ministério do Trabalho (SC), Inmetro (RS), Advocacia-Geral da União (JF), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de Minas e do Rio Grande do Sul, dentre outros.

"A fraude acontecia na formação da empresa, na montagem do contrato, na apresentação de documentos após vencer uma licitação e durante a execução dos contratos com a apresentação de guias falsificadas. Portando, as fraudes aconteciam durante todo o processo," explicou Dornelas, revelando que em uma dessas empresas, cerca de cinco mil funcionários podem ter deixado de usufruir de direitos trabalhistas.

Inicialmente, o grupo está sendo investigado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraudes em licitações públicas e lavagem de dinheiro. "Vamos continuar investigando todas essas fraudes. Temos muitos documentos apreendidos, farto material de prova para chegarmos aos verdadeiros criminosos", expôs Dornelas.

Operação Mercúrio x Operação Trucatto

Ainda de acordo com o delegado, as investigações da Operação Mercúrio, iniciadas há quatro meses, "guardam uma linha tênue" com a Operação Trucatto, deflagrada em novembro do ano passado para investigar empresas sediadas em Juiz de Fora que fraudavam pregões eletrônicos em todo o país. As empresas investigadas na Operação Mercúrio teriam ligação com nomes investigados na Operação Trucatto. Apesar disso, ele acredita que não se trata de uma mesma quadrilha. "São duas organizações distintas. Há anos atrás, alguns nomes investigados nas duas operações foram sócios em uma mesma empresa. Em um determinado momento eles se dissociaram, com cada um ficando com o seu ramo", observou Dornelas.

O nome da operação foi escolhido por ser o mercúrio um metal que se divide em várias partes quando manipulado.

Os textos são revisados por Mariana Benicá