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    Suspeitos de duplo homicídio no Olavo Costa se apresentam à Polícia Civil em JF  

    Crime aconteceu no dia 24 de março; dois homens foram assassinados à tiros

    Gláucia Simas
    *Colaboração
    25/04/2018

    Um adolescente, de 16 anos, e outro jovem, 18, suspeitos de cometerem duplo homicídio no bairro Vila Olavo Costa, se apresentaram na manhã desta quarta-feira, 25 de abril, à Polícia Civil. O crime aconteceu no dia 24 de março, quando dois homens, um de 26 anos e outro de 38, foram executados à tiros.

    O delegado Rodrigo Rolli, da Delegacia Especializada de Homicídios, informou que "o adolescente de 18 anos confessa a prática do crime e o outro nega, contudo, nós temos provas que demonstram que os dois estavam presentes no local do assassinato". As informações foram repassadas durante uma coletiva de imprensa, realizada na tarde desta quarta-feira, 25.

    Ainda segundo o delegado, o motivo do crime teria sido por vingança à um homicídio que teria acontecido há cerca de quatro anos. "Os dois suspeitos, que são irmãos, tiveram o tio assassinado no passado pela vítima, de 26, conhecido como "Jacu", por tráfico de drogas, na mesma rua do bairro", ressalta.

    Um dos suspeitos confirmou à PC que presenciou o assassinato do tio e que, por isso, ele e a família teriam sido expulsos do bairro na época. "Isso causou um certo ódio por parte dos jovens, como eles mesmo disseram", explica Rolli.

    O caso do adolescente, de 13 anos, que teve a mão decepada e outra arrancada, no mesmo bairro, no dia 27 de março, segundo a PC, teria sido motivado por vingança em razão do duplo homicídio citado acima. Segundo populares, o autor do crime culpou o adolescente pela morte do "Jacu".

    Durante as investigações, a PC identificou a participação de um segundo autor na tentativa de homicídio. Um jovem, 23, que teria entregue a faca ao irmão, 28, autor do crime, para a execução. Este, que já estava preso, desde o último dia 3 de abril, teve a sua prisão pedida em preventiva. Ele confessa a prática do crime e o irmão nega que tenha levado a arma branca.

    Segundo o delegado, os dois suspeitos foram indiciados por homicídio tentado qualificado, inclusive pelo meio cruel da execução do crime, e encaminhados, na tarde desta quarta-feira, 25, ao Poder Judiciário para análise. O inquérito foi encerrado pela PC.

    Duplo homicídio

    O duplo homicídio aconteceu no dia 24 de março, na Rua Hortogamini dos Reis, por volta das 17h. Os disparos teriam partido de um carro ocupado por dois criminosos. No local, a Polícia Militar encontrou uma vítima, 26, no interior de um bar, com marcas de oito tiros e outra, de 28, caída em via em via pública com três perfurações à bala. Os óbitos foram confirmados pelo SAMU.


    Caso Caeté

    Na mesma coletiva, o delegado Rodrigo Rolli repassou informações sobre o corpo encontrado carbonizado e com sinais de violência na estrada de Caeté, no dia 23 de março, que foi identificado pela família e liberado para o Instituto Médico Legal (IML) na última terça, 24.

    Segundo o delegado, a vítima, moradora da cidade de Três Rios, teria emprestado um carro de transporte para o investigado. Em seguida, o mesmo teria se envolvido em um acidente automobilístico, causando perda total do veículo. A vítima já havia tentado uma possível negociação com o investigado para o concerto do veículo. A polícia suspeita de que esse fato possa ter sido o motivo do crime.

    No domingo, 22, a vítima teria se deslocado para Juiz de Fora, de ônibus, saindo de Três Rios, chegando à cidade, por volta de 22h30, para um encontro suspeito. Ele teria sido recepcionado por uma pessoa ainda na rodoviária, e o último contato feito com a família foi às 22h44, por WhatsApp.

    "Nós solicitamos a coleta de imagens do setor de monitoramento de segurança da Rodoviária para fazermos uma análise comparativa com a imagem do suspeito que já temos", diz Rolli. Ele ressalta ainda que a Delegacia

    A família relatou à polícia, que a vítima não teria motivo nenhum para vir à cidade, a não ser o encontro marcado, visto que ele não tinha contato com ninguém de Juiz de Fora. Além disso, relatou que ele não fazia o uso de drogas, apenas uso moderado de bebida alcoólica, e que os dois tinham muito contato.

    O celular da vítima não foi encontrado. O caso segue em investigação pela Polícia Civil em parceria com a Delegacia de Polícia Civil da cidade de Três Rios. 

    *Gláucia Simas é Estudante do 7º período de jornalismo do CES

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