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    Estudantes de Engenharia e Arquitetura instalam mini praça na av. Rui Barbosa

    Com 2,20 m x 5 m, o parklet criado pelos alunos da Doctum, ocupa o lugar de vagas de estacionamento e funciona como espaço de lazer e convivência

    Angeliza Lopes
    Repórter
    17/05/2018

    Com a correria do dia a dia, as calçadas se tornam pontos de indiferença. Quando é necessário parar para atender um telefone, olhar algo na bolsa, conversar com alguém, os pedestres não encontram muitos espaços de respiro, recuos públicos que possibilitam apenas parar e sentar. Pensando nisso, que alunos e professores das faculdades de Engenharia e Arquitetura da Doctum de Juiz de Fora criaram um Parklet temporário, que pode ser observado e testado até a manhã desta sexta-feira, 18 de maio, na avenida Rui Barbosa, bairro Santa Terezinha. No mesmo dia à noite, haverá uma mesa redonda, aberta ao público, na faculdade, para avaliar o projeto. A proposta, que teve apoio da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra), coincide com período do Movimento 'Maio Amarelo', que pretende debater com sociedade questões relacionadas ao trânsito.

    As mini praças, que ocupam o lugar de uma ou duas vagas de estacionamento em vias públicas, são extensão da calçada, que funcionam como espaço de lazer e convivência para qualquer um que passar por ali. Podem possuir bancos, mesas, palcos, floreiras, lixeiras, paraciclos, entre outros elementos de conforto e lazer.

    O projeto foi construído durante oficina na Semana de Engenharias e Arquitetura & Urbanismo, que leva o nome de “Ruas Completas”. De acordo com a definição da Settra, a denominação significa: “espaços desenhados para proporcionar segurança e conforto a todos usuários da rua: pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo e motoristas”. Para abrigá-lo, os professores optaram pela avenida Rui Barbosa por compor um Eixo de Articulação Viária que deverá ser objeto de estudo que promova a qualificação urbanística e a potencialização do uso do solo, de acordo com Plano Diretor Participativo de Juiz de Fora.

    Conforme Victor Godoy, um dos professores responsáveis pela ação, os parklets são verdadeiras ferramentas que incentivam a vida ao ar livre. “Funcionam como mini praças que promovem o uso do espaço público a partir da conversão de um espaço de estacionamento de automóveis na via pública em um espaço para permanência de pessoas”, destaca. Ele descreve que a estrutura construída pelas alunos foi feita de madeira e mede 2,20 m x 5m, composto por bancos em "L", duas jardineiras e duas lixeiras.

    Arquiteto e também professor da oficina, Filipe Ribeiro, complementa que a mini praça foi confeccionada com madeira reutilizadas em uma obra que seriam descartadas. “Fizemos o levantamento desse material e desenvolvemos o projeto baseado nessas peças disponíveis. Dessa forma, pudemos aplicar alguns conceitos de sustentabilidade e reaproveitamento de materiais”.

    De acordo com Godoy, o trabalho possibilitou que os estudantes de Arquitetura concretizassem as discussões em sala de aula, sobre oferecer espaços públicos de qualidade para os juiz-foranos. “A intenção é tornar as ruas, locais de permanência e não apenas de passagem, o que beneficiaria a todos, sobretudo o comércio e os prestadores de serviços. Nessa parceria com a Prefeitura, os alunos puderam se aproximar da execução desse protótipo e conversar com a população sobre o que acharam da proposta, permitindo também ao Executivo avaliar a viabilidade do projeto”. Até o final da exposição, alunos e professores vão entrevistar quem passar pelo local.  

    Estima-se que, enquanto duas vagas de estacionamento na rua são utilizadas por 40 pessoas por dia, um parklet atende 300 pessoas neste mesmo período, além de promover uma maior interação social entre os cidadãos.

    Ruas Completas

    Segundo a professora da oficina, Cecília Maria Rabello, Juiz de Fora é uma das dez cidades brasileiras contempladas pelo projeto 'Ruas Completas'. Nesse projeto as vias devem ser projetadas para compatibilizar os diferentes usuários da via. A prioridade é sempre o pedestre. “Devemos prever um mobiliário urbano adequado ao conforto, segurança do pedestre. É aí que entra o Parklet, um possível equipamento que tem esse objetivo. Trata-se, portanto, de uma parceria com a PJF, que já tem um projeto para instalação das mini praças na cidade”, explica.

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