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    Quinta-feira, 24 de maio de 2018, atualizada às 13h

    Manifestação dos caminhoneiros chega no quarto dia e impacta vários setores de JF

    Da redação

    A manifestação dos caminhoneiros chega no quarto dia nesta quinta-feira, 24 de maio e os impactos continuam surgindo em Juiz de Fora. Os caminhoneiros protestam desde segunda, 21, contra o aumento nos preços dos combustíveis, condições das rodovias e preço dos pedágios.

    Um dos principais impactos são as grandes filas de carros nos postos de combustíveis que ainda têm gasolina, diesel e etanol e a redução nas linhas de ônibus do transporte coletivo urbano. O aumento nos preços praticados pelos postos também tem sido percebida pelos consumidores.

    Nesta quinta, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) as interdições estão mantidas para veículos de carga, inclusive picapes e furgões, em trechos de rodovias em Matias Barbosa, Juiz de Fora, Barbacena, Carandaí, Além Paraíba, Leopoldina e Muriaé.


    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu, na última quarta-feira, 23 de maio, uma recomendação aos comandos das Polícias Rodoviária Federal e Estadual e do Policiamento Militar Especializado em Meio Ambiente para que fiscalizem os locais de manifestação de caminhoneiros no estado, verifiquem se há veículos de cargas vivas paralisados e, se houver, adotem as providências necessárias para a sua imediata liberação.

    "A instituição orienta que os órgãos adotem as medidas criminais cabíveis caso seja constatada a prática de maus-tratos aos animais decorrentes da manutenção deles em veículos paralisados, sem provimento de água e alimento e sujeitos às intempéries; O MPMG solicita que, em 72 horas, sejam prestadas informações sobre as providências adotadas".

    Conforme o Ministério Público, há suspeitas de que veículos paralisados em protestos de caminhoneiros contra o aumento de combustíveis possam conter carga viva.

    Voos

    Considerando contratempos na malha aérea decorrentes da falta de abastecimento de querosene de aviação, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) recomenda aos passageiros, com voos marcados para os próximos dias, que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize.

    De acordo com a empresa, "mesmo com a escassez de combustível nos aeroportos todos os voos que estão em operação seguem abastecidos dentro do estabelecido pelos regulamentos da Agência".

    Supermercados

    Em nota, a Associação Mineira de Supermercados (AMIS) destacou que considera legítimo o direito de manifestação, mas que "está preocupada com as consequências dos bloqueios nas rodovias para o abastecimento de gêneros básicos, notadamente o de alimentos perecíveis, tais como frutas, legumes, verduras, carne in natura e demais categorias de produtos resfriados, como laticínios".

    Segundo o texto, "as empresas filiadas à AMIS reportaram que já começam a ter afetada a sua rotina de recebimento destes produtos em todo o Estado".

    Setor de proteína animal

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também informaram que as empresas e cooperativas da cadeia produtiva e exportadora de proteína animal estão sendo impactadas. "Ao todo, 129 unidades produtivas das empresas associadas de carnes bovina, suína e de aves estão paralisadas, com previsão de que, até esta sexta-feira, 25mais de 90% da produção de proteína animal seja interrompida caso a situação não se normalize, somando mais de 208 fábricas de diversos portes paradas no Brasil.


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