Sábado, 7 de julho de 2018, atualizada às 8h

Marido de psicóloga encontrada morta é indiciado por assassinato

Da redação

Pedro Araújo Cunha Parreiras, de 38 anos, foi indiciado pela Polícia Civil (PC) por ter matado a própria esposa, a psicóloga Marina Gonçalves Cunha, de 36 anos, encontrada morta no dia 31 de maio, na Avenida Prefeito Mello Reis, no Bairro Aeroporto.

Segundo a ocorrência da Polícia Militar, o corpo estava sem roupas, apresentava sinais de violência no pescoço, além de queimaduras.

A delegada Ione Barbosa, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou, durante coletiva de imprensa, na tarde dessa sexta-feira, 6 de julho, que o homem foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de cadáver. Além disso, ele pode responder, também, pelo crime de fraude processual, por ter ocultado as pistas da ação. O empresário pode pegar até 30 anos de prisão.

Além disso, a investigação concluiu que os filhos do casal estavam, no momento do crime, no apartamento em que eles moravam no Bairro São Mateus. "O mais velho, de 7 anos, contou que ouviu barulhos de gemidos e arrastamento". Com isso, a pena pode aumentar, no mínimo um terço", explicou Ione Barbosa.

Para não deixar suspeitas, o autor deixou tudo muito limpo, mas a perícia usou um reagente químico que constatou marcas de sangue perto da suíte do casal, no mesmo cômodo onde ele afirmou ter brigado com Marina. O inquérito foi fechado com 350 páginas.

Relembre o caso

A princípio, quando o corpo de Marina foi encontrado, a PM registrou o caso como homicídio, até que as investigações identificaram o marido como o principal suspeito, o que requalificou o caso como feminicídio.

No dia 6 de junho, a PC informou que material genético da mulher foi recolhido no Instituto Médico Legal (IML) e levado para Belo Horizonte para possível identificação da vítima.

Preso no dia 8 de junho, Pedro confessou o crime, cometido no dia 21 de maio. Ele contou que se defendeu de uma agressão sofrida durante uma briga do casal e que o corpo ficou pelo menos dez dias abandonado.

O assassino, disse ainda, que quando viu que a vítima estava desacordada, tentou fazer massagem cardíaca, mas constatou que ela estava morta. Ele relatou que não sabia o que fazer e tentou se desfazer do corpo.

No relato, ele teria saído de seu apartamento com o corpo da vítima enrolado em um edredom, dentro de um carrinho de compras, com sacolas em cima.

Familiares e coletivos fazem vigília contra morte de psicóloga e casos de feminicídios em JF

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