Corte de ponto mantêm paralisação dos servidores municipais

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Quarta-feira, 26 de maio de 2010, atualizada às 18h49

Corte de ponto mantém paralisação dos servidores municipais

Clecius Campos
Repórter

A insistência da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) em descontar os sete dias não trabalhados dos servidores municipais que aderiram à paralisação das atividades acabou promovendo mais um dia de braços cruzados. Na rodada de negociação ocorrida na tarde desta quarta-feira, 26 de maio, o secretário de Administração e Recursos Humanos (SARH), Vitor Valverde, descartou a possibilidade de realizar o pagamento dos dias parados.

"Não há possibilidade de ser diferente. A decisão é tomada em respeito aos servidores que estão trabalhando acima do normal para suprir as necessidades do município." Ele afirmou ainda que a possibilidade de reposição dos dias faltosos só será admitida conforme a indicação da administração municipal.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserpu), Cosme Nogueira, deixou a reunião indignado. "Os funcionários só voltam ao trabalho com a garantia de que não haverá corte de ponto." O diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro), Flávio Bitarelo, acredita que a posição da PJF está brecando as negociações. "Poderíamos ter avançado um pouco mais, porém não podemos aceitar o corte de ponto, já que nunca deixamos de repor os dias parados."

Novo exercício para perdas inflacionárias

Uma nova reunião entre a SARH e o Fórum Sindical ocorre na manhã desta quinta-feira, 27. A intenção é definir o pagamento dos 4% das perdas inflacionárias de anos anteriores, não integrantes no reajuste de 7% oferecido pela PJF. Em encontro ocorrido nesta quarta, 26, a Comissão de Finanças da Câmara apresentou à secretária de Fazenda, Maria Helena Leal Castro, novo exercício para o pagamento do percentual. A proposta pode estabelecer o acerto de 0,5% em dezembro de 2010, 1,34% em maio de 2011, 1% em novembro de 2011 e 0,84% em maio de 2012. Porém, a PJF só deve se pronunciar sobre a sugestão na quinta-feira.

"A ideia é negociar um pacote, com o reajuste de 7%, o pagamento dos 4% de perdas, a negociação de pautas específicas que não impliquem novos gastos ao município e o corte do ponto. Esta proposta está muito acima do que poderíamos oferecer", afirma Maria Helena. Bitarelo informa que as informações serão repassadas a categoria em assembleia na quinta, às 16h.

Câmara vota abono

Enquanto as compensações inflacionárias não são definidas, ficou acertado durante a reunião que a Câmara suspenderia o reajuste linear de 7% e manteria na pauta de votação o abono salarial. A aprovação da matéria garante que os servidores com salário menor que o mínimo recebam a diferença ainda no mês de maio. A folha de pagamento da PJF começa a ser rodada nesta quarta-feira.