Natação contribui para inclusão social de deficientes físicos e mentaisProjeto implantando há cerca de um mês atende 15 jovens. Objetivo de professores e alunos é disputar as Paraolimpíadas de 2016

Jorge Júnior
Repórter
4/5/2011
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O projeto Superação Aquática, implantado em maio de 2010, está possibilitando a inclusão social de 15 deficientes físicos e mentais em Juiz de Fora. O objetivo é preparar uma equipe de nadadores para disputar as Paraolimpíadas de 2016, além de melhorar a formação dos alunos como seres humanos, efetivando sua participação na sociedade.

O Saúde Aquática é desenvolvido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), em parceria com a Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

No Superação, os atletas estão aprendendo os princípios básicos da natação e, logo após as teorias e práticas essenciais para a execução do esporte, os alunos entram de fato no treinamento. Como os portadores de deficiência têm algumas limitações para determinadas atividades, o esporte ajuda na superação de alguns desafios. Segundo o supervisor do esporte, Wellison Valverde Ferigatto, o projeto visa formar atletas, atendendo as necessidades individuais de cada um. Com o trabalho, os alunos passam a conhecer os limites que o esporte ajuda a vencer.

"O Saúde Aquática proporciona benefícios à saúde, melhoria na qualidade de vida, na autoestima, além de proporcionar à pessoa envolvida na atividade a sensação de realmente participar da vida social, ampliando as perspectivas em relação à vida da pessoa", destaca Ferigatto.

Superação

"Eu gosto muito do projeto porque eu tenho a oportunidade de interagir com outros deficientes", afirma um dos participantes do projeto, André Gustavo de Melo, 29. O aluno acrescenta que a dedicação dos professores também é muito importante. "Eles são muito competentes e dão muita atenção para nós." Para o atleta o convívio com os outros deficientes é essencial para vencer os desafios impostos pela vida. "Algumas pessoas escondem os problemas por vergonha ou medo."

Melo diz, ainda, que com a natação — esporte que prática há dois anos — o seu condicionamento físico melhorou. "Como eu tenho os braços e as pernas amputadas, me adaptei melhor com a natação do que com os outros esportes." Sobre as Paraolimpíadas de 2016, o juiz-forano garante que está na expectativa para disputar essa e outras competições. "Estamos treinando e acredito que vai ser possível competir", diz. O coordenador da equipe compartilha a opinião com o aluno. "Esperamos participar de competições nacionais e implementar os treinamentos para dar condições aos atletas de disputar uma vaga na equipe que irá disputar as Paraolimpíadas."

Atividades

As atividades são realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras, das 15h às 17h, na piscina do Complexo Esportivo da Faefid. Podem participar alunos com, no mínimo, oito anos de idade. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (32) 3690-7853.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken