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    Quinta-feira, 29 de novembro de 2018, atualizada às 12h40

    PF cumpre mandado de prisão pela Lava Jato contra dois empresários em JF

    Da redação e
    Agência Brasil

    Nova fase da operação Lava Jato, que resultou na prisão do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, teria parte do esquema em Juiz de Fora. A Polícia Federal está na cidade para tentar cumprir dois mandados de prisão preventiva expedidos contra Cláudio Fernandes Vidal e Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócios da J.R.O Pavimentação, com sede em Piraí (RJ). Em um site de lista eletrônica aparece que a empresa teria espaço físico na Avenida Deusdedith Salgado, em Juiz de Fora.

    Em agosto de 2009, a Prefeitura de Juiz de Fora assinou contrato com a JRO, para a execução das obras complementares na Avenida Deusdedith Salgado. O conjunto de intervenções inclui a construção de uma galeria de drenagem pluvial numa extensão de 1,1 mil metros, a pavimentação de toda a pista antiga e a urbanização e paisagismo nos 3,2 quilômetros da via. O investimento para execução do projeto custou R$ 8,7 milhões. Em 1989, Cláudio Fernandes Vidal foi presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (Empav).

    Prisões

    Além dos sócios da JRO e do governador, outros seis nomes são alvos da Operação Boca de Lobo. Entre os nomes estão José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras; Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo; Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, e Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador.

    Também estão entre os alvos Luis Fernando Craveiro de Amorim e César Augusto Craveiro de Amorim, ambos sócios da High Control. No total são 30 mandados cumpridos pela Polícia Federal nas cidades do Rio de Janeiro, Piraí, Juiz de Fora, Volta Redonda e Niterói.

    Também foram presos nesta quinta-feira o secretário de Obras do Rio, José Iran, e operadores financeiros ligados a Pezão. O vice-governador, Francisco Dornelles deve assumir o governo do estado do Rio de Janeiro.

    Nova fase Lava Jato

    A nova fase da operação foi deflagrada na manhã de quarta, 28, com a prisão do governador Pezão, no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo fluminense. O mandado foi expedido pelo ministro Félix Fischer, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O pedido de prisão foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

    Além de apresentar a existência de provas, segundo as quais o esquema criminoso estruturado pelo ex-governador Sérgio Cabral continua ativo, o Ministério Público Federal sustentou na petição que, solto, Luiz Fernando Pezão poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa.

    Há registros documentais, nos autos, do pagamento em espécie a Pezão de mais de R$ 25 milhões no período 2007 e 2015. Valor absolutamente incompatível com o patrimônio declarado pelo emedebista à Receita Federal. Em valores atualizados, o montante equivale a pouco mais de R$ 39 milhões  e corresponde ao total que é objeto de sequestro determinado pelo ministro relator.

    Investigações

    De acordo com as investigações que embasaram as medidas cautelares, o governador integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a Administração Pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro.

    Ao apresentar os pedidos, a procuradora Raquel Dodge ressaltou que a organização criminosa desviou verbas federais e estaduais, inclusive, com a remessa de vultosas quantias para o exterior –, vem sendo desarticulada de forma progressiva, com o avanço das investigações.

    A procuradora enfatizou ainda que Luiz Fernando Pezão foi secretário de Obras e vice- governador de Sergio Cabral, entre 2007 e 2014, período em que já foram comprovadas práticas criminosas como a cobrança de um percentual do valor dos contratos firmados pelo Executivo com grandes construtoras, a título de propina.

    Com informações da Agência Brasil

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