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    Quinta-feira, 28 de março de 2019, atualizada às 15h22

    Homem é preso no bairro Linhares durante operação contra pornografia infantil na internet

    Da redação

    Um homem foi preso em Juiz de Fora e outro em Ubá, ambos de 36 anos, durante operação deflagrada em todo o país nesta quinta-feira, 28 de março, de combate à pedofilia e pornografia infantil na internet. A quarta fase da Operação Luz na Infância teve coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio das Polícias Civis.

    Segundo o delegado adjunto da 1ª Delegacia Regional de JF, Sergio Luiz Lamas Moreira,  os policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão no bairro Linhares, onde houve um preso em flagrante, e no bairro Grama. Outros mandados de busca também foram cumpridos em Ubá, onde o segundo suspeito foi preso, e em Além Paraíba. Na última cidade nada de ilícito foi localizado.

    Além das prisões em Juiz de Fora e Ubá, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, como pen drives, computadores e HDs, com arquivos de cunho pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, que foram encaminhados para perícia.

    Durante coletiva de imprensa em Juiz de Fora, a Chefe do 4º DEPPC, delegada-geral, Patrícia Ribeiro de Souza Oliveira, falou sobre os resultados englobando a área do 4° Departamento de Juiz de Fora – unidade que abrange as Delegacias Regionais de Juiz de Fora, Ubá Leopoldina e Muriaé, e ressaltou que a operação teve como finalidade coibir crimes contra a dignidade sexual infanto-juvenil na internet. Os alvos foram identificados pela equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas do MJSP, com base em informações coletadas em ambiente digital.

    Luz na Infância

    Conforme informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Luz na Infância teve início no dia 20 de outubro de 2017. Na ocasião, foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais e presas 108 pessoas. A segunda fase foi realizada no dia 17 de maio de 2018. As Polícias Civis dos Estados cumpriram 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

    Já a terceira etapa foi deflagrada no dia 22 de novembro de 2018, no Brasil e na Argentina, com o cumprimento de 110 mandados de busca, resultando na prisão de 46 pessoas. Nesta fase, um computador e cinco pendrives foram apreendidos no município e encaminhado para perícia técnica em Belo Horizonte. Um mês antes, um homem, de 59 anos, foi preso em flagrante pelo crime de pedofilia na cidade.

    Mais de 100 presos em todo Brasil

    Ao menos 106 suspeitos de cometer crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet já tinham sido presos até as 11h30 de desta quinta, 28, na quarta fase da Operação Luz na Infância. As ações ainda estão em andamento e o número deve mudar ao longo do dia.

    Além das detenções, policiais civis dos 26 estados e do Distrito Federal estão cumprindo 266 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em todo o país.

    A produção, guarda e disseminação de material digital contendo cenas de pornografia infantil foram identificadas por equipes do Laboratório de Inteligência Cibernética, da recém-criada Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    Segundo o coordenador do laboratório, delegado Alesandro Barreto, a maioria dos presos é do sexo masculino, tem entre 19 e 29 anos e vive em estados da Região Sudeste. Os suspeitos pertencem a diferentes classes sociais. Já entre as vítimas, há crianças a partir dos 2 anos de idade.

    "São crianças que são abusadas por parentes, por pessoas próximas. Nas operações anteriores, vimos que a parte mais importante deste trabalho é identificar vítimas e tirá-las da situação de abuso e exploração", disse Barreto, destacando a capacidade das polícias estaduais e Federal de identificarem quem comete crimes cibernéticos.

    Novas ações

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que operações semelhantes voltarão a ser realizadas.

    "A operação revela os propósitos da criação da Secretaria de Operações Integradas, com todo o poder de coordenação e operações entre as polícias estaduais; entre as polícias estaduais e federais e entre as forças federais", comentou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. "Já foram feitas operações semelhantes a esta no passado, mas não com esta envergadura. Certamente, vamos realizar novas ações desta espécie", acrescentou o ministro.

    De acordo com o ministro, as investigações vão continuar e, a partir da análise do material apreendido, será possível identificar a eventual rede de conexões existente entre os investigados e outros internautas.

    "Este é um crime muito grave e que nos traz um desgosto por atingir muito fortemente a nossa infância e adolescência", acrescentou Moro, garantindo que as autoridades não vão tolerar as práticas criminosas.

    "É importante realizarmos esta operação cumprindo todos os mandados numa mesma data porque, assim, mandamos um recado claro: este tipo de crime não pode ser tolerado", afirmou Moro.

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