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    Terça-feira, 2 de abril de 2019, atualizada às 15h04

    Apitaço é organizado para pedir retorno da titular da Delegacia da Mulher

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Um apitaço está sendo organizado nas redes sociais para a próxima quinta-feira, 4 de abril, em prol da permanência da delegada Ione Barbosa como titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher da Polícia Civil. Vítimas atendidas pela policial, amigos e colegas de trabalho mobilizam a manifestação, às 14h, com concentração na Praça Professor Benjamin Coluccino bairro Santa Terezinha. A intenção é sair em passeata até a porta da sede da 7ª Delegacia Regional para pressionar as autoridade para rever a decisão.

    A delegada, à frente da Delegacia da Mulher há quase quatro anos, foi informada de sua transferência para a 4ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pela apuração de crimes da Zona Nordeste, dos bairros Grama e Bandeirantes, na última sexta-feira, 29 de março. Quem ocupará seu lugar será a delegada Carolina Gonçalves Magalhães, que já atuou na Delegacia. A delegada Ângela Fellet continua ocupando cargo na Especializada.

    Abaixo-assinados virtual e físico também estão coletando assinaturas dos apoiadores pela permanência da titular na Especializada. O objetivo é coletar cinco mil assinaturas. No texto o movimento diz que "ao longo de todos os anos chefiando a DEAM, demonstrou em todos os momentos o amor pelo seu trabalho e a empatia quanto às vítimas. Sempre atuante em seu cargo, Dra Ione também faz palestras em diversos lugares de Juiz de Fora - MG a fim de abordar temas como violência doméstica e familiar, violência psicológica, pedofilia e abuso infantil". Em março, que foi celebrado o mês da Mulher, a delegada palestrou em diversas instituições sobre o tema violência doméstica. Hashtag como #SomostodasIoneBarbosa e #ficaDraIoneBarbosa estampam a campanha nas redes sociais de apoio a delegada.

    Uma das apoiadoras do manifesto, advogada e colunista da ACESSA.com Paula Assumpção lamenta a situação, comentando que com a realocação a delegada perde sua representatividade e não poderá fazer quase nada em relação a defesa das mulheres e das famílias. "A delegacia de Atendimento à Mulher é também de atendimento as crianças vítimas de abuso sexual, pedofilia, violência psicológica paterna e materna, todo tipo de violência doméstica, inclusive se for violência contra o homem. Neste momento, a delegada Ione está em período de trânsito e já não responde pela Especializada. Nós, como apoiadoras, estamos nos manifestando nas redes sociais, indignadas. Mesmo que fosse política interna de fazer rodízio dos delegados, por qual motivo tirar uma das delegadas mais atuantes na história da delegacia das mulheres? Porque não trazer mais uma delegada para auxiliá-la e porquê tirar exatamente o cargo dela?", destaca.

    Paula lembra ainda que como sociedade civil organizada, as apoiadoras pretendem levar o assunto para esferas superiores, caso o superintendente da Regional da Polícia Civil não atenda as reivindicações populares. "Vamos perder muito em uma delegacia que atende de 800 a mil casos por mês. Não temos nada contra a nova delegada, mas não entendemos o motivo da delegada Ione ser retirada de uma posição em que estava despontando e agindo corretamente". Ela diz ainda que um outro apitaço está sendo articulado para acontecer no sábado, 6, na Rua Halfeld, mas não horário definido.

    A delegada Ione Barbosa foi procurada para comentar sobre o assunto, mas a redação foi informada que ela não poderá comentar sobre sua remoção.

    Em nota, a Polícia Civil informa que que a movimentação das autoridades policiais é uma prática normal, por interesse da Administração. Conforme informações do delegado Regional de Juiz de Fora, Armando Avólio Neto, nesse caso específico, a delegada Carolina Gonçalves, que já atuou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, após requerimento e permuta, retornará à Especializada. Já a delegada Ione vai atuar na 4ª Delegacia, em continuação com os serviços em prol da sociedade.

    A Polícia Civil reforça que "essa alteração não prejudicará a proteção ao direito das mulheres em Juiz de Fora, pois a Especializada conta agora com o retorno da delegada Carolina, com a atuação da delegada Ângela à frente dos trabalhos e com uma equipe de policiais civis que continua preparada e empenhada em investigações envolvendo a violência contra a mulher. O delegado Regional destacou que vai haver novidades, em breve, com relação à proteção à família na cidade".

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