PJF reforça divulgação do programa Família Acolhedora

A intenção é habilitar 15 famílias até o final do ano. Para isso, Secretaria de Desenvolvimento Social busca esclarecer dúvidas e motivar mais interessados

Angeliza Lopes
Repórter
19/06/2015
pjf

Como opção alternativa para o acolhimento institucional de crianças e adolescentes de Juiz de Fora, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) apresentou nesta sexta-feira, 19 de junho, os resultados do programa municipal 'Família Acolhedora', executado pela Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC). O intuito é reforçar e divulgar a medida protetiva que acolhe crianças retiradas provisoriamente do convívio familiar por situações de abandono, negligência ou violência doméstica. A estrutura propicia a assistência em ambiente familiar, com cuidados personalizados e conta, atualmente, com sete famílias habilitadas e seis crianças de três meses a 15 anos acolhidas. A expectativa é chegar a 15 famílias até o final deste ano.

Criado em 2009, a proposta é aberta a todos os interessados em participar da ação de forma solidária. Os pré-requisitos para se cadastrar é ter mais de 25 anos, morar no município há pelo menos dois anos, não ter antecedente criminal, ter boa saúde física e mental e não está inscrito no cadastro de adoção, sendo aperto para todos os tipo de famílias, como separados, solteiros, casados e homoafetivos. O acolhimento se estende pelo período em que a criança ou adolescente tiver impossibilitada de retornar para parentes de origem e a família recebe durante este período um benefício de R$ 250, por mês, para despesas com a criança acolhida. A bolsa é disponibilizada através de convênio da PJF com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado.

O cadastro prévio pode ser feito pelo site do programa e logo depois é agendado a primeira entrevista com os interessados, que passam por toda uma avaliação criteriosa. Em Juiz de Fora, ainda a maioria dos acolhimentos acontecem através de instituições cadastradas, que são Lar de Luana, Instância Juvenil, Vivendas do Futuro (abrigos oficiais) e Aldeia SOS (Organização Não Governamental). A juíza substituta da Vara da Infância e da Juventude, Sônia Maria Jordão, destacou a importância da nova opção de encaminhamento, que ajuda a atender os acolhimentos de bebês, que são mais complexos e exigem mais cuidados. "É muito importante a parceria entre o Executivo e o Judiciário para estes casos. As instituições de acolhimento ainda tem mais dificuldade em receber recém-nascidos e por isso o programa abre oportunidade para sanar esta lacuna", explica a juíza.

Conforme o prefeito Bruno Siqueira a intenção inicial do programa é ampliar a oferta de ferramentas de assistência a estas crianças e adolescentes. "A princípio não é intenção fazer uma migração do sistema de acolhimento por instituições para o programa da família acolhedora, mas pensando no futuro é possível que aconteça uma transformação deste trabalho como um todo. O objetivo é oferecer um local para que nos possamos dar condições diferenciadas. As instituições também fazem um bom trabalho e tem o seu valor. Inauguramos e fizemos reformas em instituições e ampliamos, por exemplo, o aporte a Aldeia SOS", completa.

Amor é o princípio básico da acolhida

Incentivada pela irmã, que já fazia parte do trabalho, Sabrina Araci de Castro Souza, decidiu se tornar há cinco meses uma família acolhedora e já recebeu três crianças em sua casa. Mãe de quatro crianças, ela acolhe bebês de zero a dois anos e destaca que ser família acolhedora é muito simples. "É como cuidar de um filho seu só que sabendo que em algum momento ele vai embora. Sempre levo ele junto comigo nas atividades da minha família mesmo, como festas e viagens. Considero um serviço muito gratificante, pois conhecemos a história. Não vejo como limitador o fato dele ir embora, pois sei que já consegui ajudá-lo naquele momento que estava precisando. Outra situação que destaco é que não precisa ter condição financeira boa ou não ter filhos. O importante ter a vontade de cuidar".

O secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, ressalta que ainda existe muita desinformação e falta de conhecimento sobre o que é a Família Acolhedora. Com mais de 100 ligações de interessados deste fevereiro, apenas sete foram habilitadas, visto que os critérios necessários são rigorosos, para garantir um trabalho de qualidade. Cheker afirma que o princípio básico para participar é o amor na acolhida destas crianças e adolescentes. "Sabendo que é transitório, apenas durante o período de interdição do convívio com a família de origem". A família acolhedora e de origem também recebe assistência e acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais da equipe da AMAC. 


PJF reforça divulgação do programa Família Acolhedora

A intenção é habilitar 15 famílias até o final do ano. Para isso, Secretaria de Desenvolvimento Social busca esclarecer dúvidas e motivar mais interessados

Angeliza Lopes
Repórter
19/06/2015
pjf

Como opção alternativa para o acolhimento institucional de crianças e adolescentes de Juiz de Fora, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) apresentou nesta sexta-feira, 19 de junho, os resultados do programa municipal 'Família Acolhedora', executado pela Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC). O intuito é reforçar e divulgar a medida protetiva que acolhe crianças retiradas provisoriamente do convívio familiar por situações de abandono, negligência ou violência doméstica. A estrutura propicia a assistência em ambiente familiar, com cuidados personalizados e conta, atualmente, com sete famílias habilitadas e seis crianças de três meses a 15 anos acolhidas. A expectativa é chegar a 15 famílias até o final deste ano.

Criado em 2009, a proposta é aberta a todos os interessados em participar da ação de forma solidária. Os pré-requisitos para se cadastrar é ter mais de 25 anos, morar no município há pelo menos dois anos, não ter antecedente criminal, ter boa saúde física e mental e não está inscrito no cadastro de adoção, sendo aperto para todos os tipo de famílias, como separados, solteiros, casados e homoafetivos. O acolhimento se estende pelo período em que a criança ou adolescente tiver impossibilitada de retornar para parentes de origem e a família recebe durante este período um benefício de R$ 250, por mês, para despesas com a criança acolhida. A bolsa é disponibilizada através de convênio da PJF com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado.

O cadastro prévio pode ser feito pelo site do programa e logo depois é agendado a primeira entrevista com os interessados, que passam por toda uma avaliação criteriosa. Em Juiz de Fora, ainda a maioria dos acolhimentos acontecem através de instituições cadastradas, que são Lar de Luana, Instância Juvenil, Vivendas do Futuro (abrigos oficiais) e Aldeia SOS (Organização Não Governamental). A juíza substituta da Vara da Infância e da Juventude, Sônia Maria Jordão, destacou a importância da nova opção de encaminhamento, que ajuda a atender os acolhimentos de bebês, que são mais complexos e exigem mais cuidados. "É muito importante a parceria entre o Executivo e o Judiciário para estes casos. As instituições de acolhimento ainda tem mais dificuldade em receber recém-nascidos e por isso o programa abre oportunidade para sanar esta lacuna", explica a juíza.

Conforme o prefeito Bruno Siqueira a intenção inicial do programa é ampliar a oferta de ferramentas de assistência a estas crianças e adolescentes. "A princípio não é intenção fazer uma migração do sistema de acolhimento por instituições para o programa da família acolhedora, mas pensando no futuro é possível que aconteça uma transformação deste trabalho como um todo. O objetivo é oferecer um local para que nos possamos dar condições diferenciadas. As instituições também fazem um bom trabalho e tem o seu valor. Inauguramos e fizemos reformas em instituições e ampliamos, por exemplo, o aporte a Aldeia SOS", completa.

Amor é o princípio básico da acolhida

Incentivada pela irmã, que já fazia parte do trabalho, Sabrina Araci de Castro Souza, decidiu se tornar há cinco meses uma família acolhedora e já recebeu três crianças em sua casa. Mãe de quatro crianças, ela acolhe bebês de zero a dois anos e destaca que ser família acolhedora é muito simples. "É como cuidar de um filho seu só que sabendo que em algum momento ele vai embora. Sempre levo ele junto comigo nas atividades da minha família mesmo, como festas e viagens. Considero um serviço muito gratificante, pois conhecemos a história. Não vejo como limitador o fato dele ir embora, pois sei que já consegui ajudá-lo naquele momento que estava precisando. Outra situação que destaco é que não precisa ter condição financeira boa ou não ter filhos. O importante ter a vontade de cuidar".

O secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, ressalta que ainda existe muita desinformação e falta de conhecimento sobre o que é a Família Acolhedora. Com mais de 100 ligações de interessados deste fevereiro, apenas sete foram habilitadas, visto que os critérios necessários são rigorosos, para garantir um trabalho de qualidade. Cheker afirma que o princípio básico para participar é o amor na acolhida destas crianças e adolescentes. "Sabendo que é transitório, apenas durante o período de interdição do convívio com a família de origem". A família acolhedora e de origem também recebe assistência e acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais da equipe da AMAC. 


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PJF reforça divulgação do programa Família Acolhedora

A intenção é habilitar 15 famílias até o final do ano. Para isso, Secretaria de Desenvolvimento Social busca esclarecer dúvidas e motivar mais interessados

Angeliza Lopes
Repórter
19/06/2015
pjf

Como opção alternativa para o acolhimento institucional de crianças e adolescentes de Juiz de Fora, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) apresentou nesta sexta-feira, 19 de junho, os resultados do programa municipal 'Família Acolhedora', executado pela Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC). O intuito é reforçar e divulgar a medida protetiva que acolhe crianças retiradas provisoriamente do convívio familiar por situações de abandono, negligência ou violência doméstica. A estrutura propicia a assistência em ambiente familiar, com cuidados personalizados e conta, atualmente, com sete famílias habilitadas e seis crianças de três meses a 15 anos acolhidas. A expectativa é chegar a 15 famílias até o final deste ano.

Criado em 2009, a proposta é aberta a todos os interessados em participar da ação de forma solidária. Os pré-requisitos para se cadastrar é ter mais de 25 anos, morar no município há pelo menos dois anos, não ter antecedente criminal, ter boa saúde física e mental e não está inscrito no cadastro de adoção, sendo aperto para todos os tipo de famílias, como separados, solteiros, casados e homoafetivos. O acolhimento se estende pelo período em que a criança ou adolescente tiver impossibilitada de retornar para parentes de origem e a família recebe durante este período um benefício de R$ 250, por mês, para despesas com a criança acolhida. A bolsa é disponibilizada através de convênio da PJF com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado.

O cadastro prévio pode ser feito pelo site do programa e logo depois é agendado a primeira entrevista com os interessados, que passam por toda uma avaliação criteriosa. Em Juiz de Fora, ainda a maioria dos acolhimentos acontecem através de instituições cadastradas, que são Lar de Luana, Instância Juvenil, Vivendas do Futuro (abrigos oficiais) e Aldeia SOS (Organização Não Governamental). A juíza substituta da Vara da Infância e da Juventude, Sônia Maria Jordão, destacou a importância da nova opção de encaminhamento, que ajuda a atender os acolhimentos de bebês, que são mais complexos e exigem mais cuidados. "É muito importante a parceria entre o Executivo e o Judiciário para estes casos. As instituições de acolhimento ainda tem mais dificuldade em receber recém-nascidos e por isso o programa abre oportunidade para sanar esta lacuna", explica a juíza.

Conforme o prefeito Bruno Siqueira a intenção inicial do programa é ampliar a oferta de ferramentas de assistência a estas crianças e adolescentes. "A princípio não é intenção fazer uma migração do sistema de acolhimento por instituições para o programa da família acolhedora, mas pensando no futuro é possível que aconteça uma transformação deste trabalho como um todo. O objetivo é oferecer um local para que nos possamos dar condições diferenciadas. As instituições também fazem um bom trabalho e tem o seu valor. Inauguramos e fizemos reformas em instituições e ampliamos, por exemplo, o aporte a Aldeia SOS", completa.

Amor é o princípio básico da acolhida

Incentivada pela irmã, que já fazia parte do trabalho, Sabrina Araci de Castro Souza, decidiu se tornar há cinco meses uma família acolhedora e já recebeu três crianças em sua casa. Mãe de quatro crianças, ela acolhe bebês de zero a dois anos e destaca que ser família acolhedora é muito simples. "É como cuidar de um filho seu só que sabendo que em algum momento ele vai embora. Sempre levo ele junto comigo nas atividades da minha família mesmo, como festas e viagens. Considero um serviço muito gratificante, pois conhecemos a história. Não vejo como limitador o fato dele ir embora, pois sei que já consegui ajudá-lo naquele momento que estava precisando. Outra situação que destaco é que não precisa ter condição financeira boa ou não ter filhos. O importante ter a vontade de cuidar".

O secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, ressalta que ainda existe muita desinformação e falta de conhecimento sobre o que é a Família Acolhedora. Com mais de 100 ligações de interessados deste fevereiro, apenas sete foram habilitadas, visto que os critérios necessários são rigorosos, para garantir um trabalho de qualidade. Cheker afirma que o princípio básico para participar é o amor na acolhida destas crianças e adolescentes. "Sabendo que é transitório, apenas durante o período de interdição do convívio com a família de origem". A família acolhedora e de origem também recebe assistência e acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais da equipe da AMAC.