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    Quinta-feira, 21 de novembro de 2019, atualizada às 11h47

    Morre professora atingida por bala perdida no Centro de Juiz de Fora

    Da redação

    A professora Fabiana Filipino Coelho, de 44 anos, morreu na noite desta quarta-feira, 20 de novembro. Ela foi baleada por um policial reformado durante a fuga de um assaltante, na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Juiz de Fora. A professora realizava compras para o aniversário do filho de 5 a anos que seria comemorado nesta quinta-feira, 21.

    O corpo de Fabiana foi velado e enterrado, às 16h, Cemitério Parque da Saudade, na presença de amigos e familiares.

    Ela chegou a ser socorrida e levada para unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. O Portal ACESSA.com entrou em contato com a assessoria do Hospital Montei Sinai, onde Fabiana foi internada com um tiro na lombar, mas não obteve retorno.

    Fabiana era professora de matemática do Instituto Estadual de Educação (IEE), casada e deixa um filho de 5 anos.

    Segundo a assessoria da Polícia Civil (PC), o caso foi registrado, em sua natureza principal, como homicídio e será encaminhada para a Delegacia Especializada para investigação.

    Em nota, o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) lamentou profundamente a morte da professora. Ela lecionava nas redes Municipal e Estadual. Era amada por seus alunos e por seus colegas de profissão. Nós também perdemos uma lutadora imprescindível na defesa da escola pública e dos direitos dos professores. A tragédia causa absoluta indignação em toda a comunidade escolar.A conduta letal, agravada por ter se desenvolvido em local de passagem de famílias e de trabalhadores, não pode ser respaldada por políticas de segurança que promovam a morte ao invés da justiça"

    Em ato, realizado na manhã de hoje, em frente à Escola Normal, onde Fabiana era professora, alunos e educadores disseram um basta à violência. "É também urgente interromper a ascensão do discurso do ódio, do armamento e da barbárie, sob a pena de vivermos com o imperativo do medo. O Sinpro-JF reforça sua solidariedade aos familiares de Fabiana, aos seus alunos e aos colegas de trabalho: nós estamos unidos".

    Conforme Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Minas Gerais (Sind-UTE) subsede Juiz de Fora, as aulas da Escola Estadual de Educação foram totalmente suspensas nesta quinta-feira, 21, e retornam na sexta.

    Em nota, a Secretaria de Educação da Prefeitura de Juiz de Fora (SE/PJF) também lamentou a morte da professora. “Nos solidarizamos com familiares, demais profissionais, crianças e jovens da rede municipal de ensino que tiveram a oportunidade de vivenciar com a professora Fabiana momentos especiais.”

    A direção da escola enviou nota à imprensa: “É inconcebível que um assalto em busca de um celular e uma pequena quantia de dinheiro termine com a morte de uma pessoa, seja ela alheia ou envolvida na situação, mas é mais revoltante ainda que um inocente que militava pela cultura da paz sofra as consequências dessa tragédia. O policial que disparou o tiro que atingiu Fabiana, ainda que movido pela melhor das intenções, colocou em risco todas as pessoas que estavam na rua naquele momento. A vítima poderia ter sido qualquer um de nós. Não é por meio de armas e tiros que resolveremos o cenário de violência e guerra civil que assola nosso país. Ainda que o disparo tivesse atingido o jovem que praticou o assalto, a violência não teria sido extirpada da nossa realidade.”

    Entenda o caso

    Por volta das 11h30 da última quarta-feira, 20, Fabiana, um assaltante de 16 anos e um policial militar reformado ficaram feridos, após uma tentativa de roubo, no Centro de Juiz de Fora.

    Segundo informações da Polícia Militar (PM), o bandido tentou assaltar a mulher na Praça da Estação e fugiu sentido a Rua Marechal Deodoro. Porém, ele foi surpreendido pelo policial reformado que tentou conte-lo e o atingiu com uma facada no braço. Na tentativa de prender o homem, ele disparou uma arma, atingindo o autor e a professora que realizava compras para o aniversário do filho que seria comemorado nesta quinta-feira, 21.

    O policial foi encaminhado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não foi possível confirmar o estado de saúde dele, pois a identidade não foi revelada.

    O menor foi detido por populares e encaminhado para a Delegacia. A PM apreendeu um aparelho celular, R$ 135, um revólver e cinco munições calibre 32.


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