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    Quarta-feira, 8 de julho de 2020, atualizada às 17h05, atualizada às 19h29

    Motoristas e cobradores mantém ônibus parados na ruas Centrais de Juiz de Fora até quinta

    Da redação

    Os motoristas e cobradores da Goretti Irmãos Ltda (GIL) decidiram manter a manifestação até quinta-feira, 9 de julho, em Juiz de Fora. O grupo de funcionários que organiza a paralisação decidiu não voltar com os ônibus para as garagens ou retornar os serviços, já que as empresas GIL e Viação Auto Nossa Senhora Aparecida Ltda (Ansal) não entraram em acordo sobre o pagamento dos salários de quase 200 trabalhadores.

    Depois de 4 horas e 30 minutos de reunião, na Gerência Regional do Trabalho e Emprego, com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sinttro), as empresas não decidiram quem será responsável por arcar com os salários atrasados. A reunião começou às 14h30 e foi realizada de forma online.

    Todo este impasse é resultado de uma mudança contratual do início deste ano, quando a GIL optou por abrir mão de algumas linhas que foram transferidas para a Ansal, junto com os trabalhadores que já atuavam nessas linhas. Com a crise financeira, causada pela pandemia do novo coronavírus, a Ansal não readmitiu os funcionários, conforme acordo, devolvendo as linhas, motoristas e cobradores para a GIL no dia 15 de junho.  

    O Sinttro afirma que são 187 trabalhadores que vieram da Ansal e continuam registrados pela GIL e, com isso, deveriam receber o pagamento pela empresa, mas os pagamentos não foram depositados até o momento.

    Conforme assessoria do Sindicato, o Sinttro vai entrar com uma ação no Ministério do Trabalho, em Belo Horizonte, e outra na Justiça do Trabalho, pedindo que estes trabalhadores sejam pagos e realocados em seus postos de trabalho.

    "O sindicato ainda está mediando a situação junto aos trabalhadores que paralisaram as atividades. Eles afirmaram que não vão retornar com os carros para as garagens nem vão voltar a rodar, permanecendo com os ônibus parados durante a noite e madrugada até sair uma medida judicial. Lembramos que o ato não foi organizado pelo Sinttro. Devido ao decreto vigente da pandemia, o sindicato não pode deflagrar greve".

    Como não houve acordo firmado entre as empresas, a Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra) informou que por meio de sua assessoria jurídica, entrou com uma Ação Civil Pública, com pedido de tutela liminar em caráter provisório e de urgência, solicitando o retorno das viagens de ônibus no município para atendimento à população.

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