Segunda-feira, 17 de agosto de 2020, atualizada às 18h22

Trabalhadores do transporte coletivo de JF entram em greve nesta terça-feira

Da redação

Mais uma vez os trabalhadores do transporte público de Juiz de Fora entrarão em greve por tempo indeterminado, às 0h01, desta terça-feira, 18 de agosto. A decisão foi mantida após nova assembleia com a categoria nesta segunda, 17, já que não houve avanço nas negociações com os consórcios Manchester e Via JF. Os ônibus vão permanecer nas garagens, com circulação mínima de 30% da frota, conforme determina a lei. O comunicado do indicativo de greve ocorreu na última quinta-feira, 13, depois dos motoristas e cobradores recusarem, em assembleia extraordinária, a proposta de redução do tíquete-alimentação e da cesta básica e de corte de 50% das horas trabalhadas feitas pelas empresas.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Juiz de Fora (Sinttro-JF), Vagner Evangelista Corrêa, explicou que as negociações se esgotaram, por isso não há outra alternativa a não ser deflagrar a paralisação. "Em negociação coletiva, pedimos a manutenção de todos os benefícios como tíquete-alimentação, cesta básica, plano de saúde, entre outros. Já aceitamos o reajuste zero até dezembro e redução de 30% da carga horária e dos salários. Mas eles querem manter apenas o plano de saúde, e isso nós não podemos aceitar. Querem voltar ao período da escravidão?", se indigna o presidente do Sinttro-JF.

As concessionárias chegaram a propor corte de 50% das horas trabalhadas, no entanto os trabalhadores reivindicam a manutenção de, no mínimo, 70% da carga horária e salários. Caso haja a redução salarial, os profissionais não contarão com a contrapartida do Governo federal, uma vez que terminará o prazo da Medida Provisória (MP) 936, que permitia o complemento salarial.

A Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) informa que aguarda a confirmação, de fato, da greve, e que na terça, 18, os agentes de trânsito estarão monitorando as vias desde cedo.

A ACESSA.com entrou em contato com a Astransp, que representa o Consórcio Manchester e parte do Via JF, e assessoria da Ansal, que representa o Consórcio Via JF, mas não teve retorno, até o momento.

A última paralisação dos rodoviários ocorreu entre 21 e 23 de julho, em razão da existência de débitos dos vencimentos e de haver benefícios em atraso.


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