Funcionários da Caixa devem paralisar as atividades nesta terça-feira em Juiz de Fora

Movimento é para evitar a venda do único banco 100% público

da Redação - 26/04/2021

Funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram decretar estado de greve e paralisar as atividades por 24h nesta terça-feira, 27 de abril. A votação eletrônica foi realizada através do sistema Vota Bem, na última quinta-feira, 22, em assembleias convocadas por todos os sindicatos vinculados à Contraf-CUT.

Na base do Sindicato dos Bancários Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf JF), "92,13% dos votantes foram favoráveis às deliberações. Sobre o resultado da votação, a vice-presidenta do sindicato e empregada da Caixa, Lívia Terra, avalia: "o índice de empregados favoráveis ao estado de greve e à paralisação na nossa base foi superior ao índice nacional, mesmo o índice nacional tendo sido muito alto. Isso mostra um grau de engajamento e mobilização forte aqui na nossa base".

Lívia comenta que é preciso que os empregados continuem a conversar com os colegas no sentido de "convencer aqueles que ainda não estão suficientemente convencidos a parar no dia 27 e continuar participando das atividades que acontecerão antes de depois desse dia. É importante que todos tenham consciência que esse é o início de um movimento. Muitas atividades ainda estão pela frente. E a participação do máximo de empregados nessas atividades é fundamental".

O movimento sindical, os empregados da Caixa, se mobilizam para evitar a venda do único banco 100% público do país. Segundo informações divulgadas pela Contraf-CUT, "o mais novo alvo é a Caixa Seguridade, que terá seu capital aberto na próxima quinta-feira (29). Os recursos obtidos com a venda da Caixa Seguridade serão devolvidos ao Tesouro Nacional, por meio dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs). "Outra frente de luta dos empregados é contra o assédio institucional e as metas desumanas. A pandemia agravou a situação, os trabalhadores estão exaustos e não são valorizados. Exemplo dessa desvalorização é o fato de a direção do banco não ter pago corretamente a PLR Social e aos empregados e nem se justificar".


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