Segunda-feira, 29 de abril de 2019, atualizada às 8h

Equipe monta armadilhas fotográficas no Jardim Botânico para registrar onça-pintada

Da redação

Duas armadilhas fotográficas para o registro da onça-pintada que foi avistada no Jardim Botânico da UFJF foram montadas no local na noite da última sexta, 26 abril. As atividades continuaram na manhã do sábado, com a reunião, na Reitoria, de integrantes da instituição e oito representantes de setores relacionados a meio ambiente. Além disso, foram montadas novas estruturas e a equipe técnica percorreu a mata. No domingo, os profissionais conheceram áreas da Mata do Krambeck que não pertencem à Universidade e conversaram com moradores do entorno.

O objetivo é obter o maior número de dados possível, conhecer o trajeto e os hábitos do animal na área, para fundamentar as decisões que serão tomadas a respeito da presença da onça-pintada, uma espécie rara e ameaçada de extinção.

Uma das premissas é se orientar pelo Plano de Ação de Conservação da Onça-Pintada, garantir a sobrevivência do animal e a segurança de moradores do entorno e de visitantes do Jardim. O local está temporariamente com todas as atividades suspensas. O animal foi filmado na noite da última quinta-feira, 25, por um vigilante, andando ao redor da sede administrativa.

Os trabalhos contam o apoio do biólogo Elildo Alves Júnior, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio). O profissional foi acionado pela UFJF, na manhã de sexta, em Atibaia, no interior de São Paulo, e às 20h30 já estava no Jardim Botânico, em viagem custeada pela Universidade.

Na sua chegada, além de montar as estruturas com o professor Artur Andriolo, do Departamento de Zoologia da UFJF, o biólogo analisou novamente o vídeo da aparição do animal e conversou com o vigilante.

O profissional aponta que a onça-pintada parece estar adaptada à presença humana, pois percorre com tranquilidade área pavimentada com cimento e iluminada artificialmente. Caminha muito próximo à sede administrativa.

No vídeo, o animal vasculha sacos de lixo colocados, mas, de acordo com Andriolo, ela não se alimentaria de possíveis restos, pois a espécie interessa-se em presas vivas. “Esses animais utilizam o olfato como principal fator de identificação, através dos odores das pessoas que passam por lá, a própria instalação, o lixo, mas não exatamente como busca de alimento. Eles compõem o ambiente que os circunda através do olfato, além da visão”, explicou o professor, que desenvolve pesquisas de comportamento ambiental.

Novos encontros

Nesta segunda-feira, 29, está prevista uma reunião com representantes das associações de moradores de bairros do entorno, como Santa Terezinha.

Já na terça-feira, 30, integrantes da UFJF voltam a se reunir com as equipes técnicas de meio ambiente e segurança para avaliar propostas sobre o que será feito em relação à presença do animal, com base nos levantamentos realizados em campo.

Entre as ações estabelecidas, estão o apoio do Ibama na vigilância ostensiva da Mata. O IEF mediará a entrada da equipe de trabalho de campo em áreas do fragmento florestal que não pertencem à UFJF e fornecerá orientações sobre trilha e características locais.

Além da pró-reitora, do professor e do analista do Cenap, participaram também da reunião deste sábado, representantes da Direção do Jardim Botânico; da Diretoria de Imagem Institucional da UFJF; da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano da Prefeitura de Juiz de Fora; da Secretaria de Comunicação Social, também da Prefeitura; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Estadual de Florestas (IEF); do Corpo de Bombeiros e do Campo de Instrução do Exército em Juiz de Fora.

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