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    Ataques infundados ao Papa Francisco

    Nome do Colunista Dom Gil 8/07/2019

    No dia 29 de junho, a Igreja Católica celebrou a Festa de São Pedro e São Paulo. Nos lugares onde não é mais feriado esse dia, a celebração é sempre realizada no domingo seguinte, como no Brasil. A solenidade, importante no calendário litúrgico da Igreja, é muito antiga. As orações da Missa foram compostas nos primeiros anos do cristianismo, talvez no século III. Basta dizer que, na história da Igreja, o estabelecimento da festa foi até anterior à designação do dia do Natal do Senhor Jesus.

    A data nos recorda a grande confiança de Cristo na Igreja e o grande amor d’Ele para com todos os fiéis. Pedro foi escolhido por Cristo para ser o primeiro coordenador dos apóstolos. Mais tarde, este cargo que ele exerceu em Roma, como apóstolo dos apóstolos e símbolo da unidade da Igreja, vai ter o carinhoso nome de Papa, ou seja, “papai”.

    O Santo Padre é o símbolo visível do Pai invisível da Igreja. Assim como o pai na família é o símbolo do amor, da unidade entre os filhos e a esposa, também o Papa representa esta unidade na Igreja. Portanto, a função de Pedro é muito importante. É uma decisão do próprio Senhor Jesus. Daí decorre todo o nosso respeito e amor ao seu sucessor, que hoje se chama Francisco.

    A festa do dia 29 de junho é também de São Paulo e nós podemos associar a sua missão à de Pedro. Este enfrentou grandes dificuldades para ser apóstolo e o primeiro Papa, mas perseverou até o fim e a sua vida foi selada com martírio igual ao de seu Mestre. Já Paulo foi o grande missionário da primeira hora. Viajou, sofreu, enfrentou problemas com as autoridades, com os intelectuais em Atenas, com muitas comunidades e até internamente.

    Olhando as dificuldades de ambos, e também dos demais apóstolos e dos primeiros cristãos - quantos foram incompreendidos e morreram martirizados -, nós podemos compreender os ataques a um Papa. Todos sofrem com críticas, enquanto estão vivos e, às vezes, até depois da morte. No caso atual, nós encontramos o Papa Francisco, que tem sido motivo de polêmica.

    Por uma parte, até fora da Igreja e do Cristianismo, é aplaudido imensamente. Mas, ao mesmo tempo, padece de sofrimentos e incompreensões, às vezes internas, outras externas. Não nos assustemos com isso. São partes da cruz de Cristo que permanecem na vida da Igreja. Aliás, Jesus disse: Quem quiser ser meu discípulo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e me siga (cf. Mt 16,24).

    Pois bem, o Papa Francisco tem consciência desse mistério da cruz, que é o misterium santitatis (mistério da santidade). Ele é resultado, inclusive, do misterium iniquitatis (mistério da iniquidade), que desafia todo aquele que quer anunciar, seguir e servir a Cristo.

    O Dia de São Pedro e São Paulo é já reconhecido tradicionalmente na Igreja como o dia de oração pelo Papa e nós o fazemos com muito espírito de fé e alegria no coração, demonstrando a nossa fidelidade incondicional àquele a quem Deus chamou para suceder, na Cátedra de Pedro, a coordenação, a chefia, o governo, a unidade da Igreja em todo o mundo.

    Seja feliz, Papa Francisco! Conte com a nossa fidelidade, a nossa comunhão, a nossa unidade!


    Dom Gil é Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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