Ligação por pulso já é coisa do passado Quem já decidiu qual plano o ideal para consumo, deve ficar atento à próxima conta para saber se a escolha foi correta


*Guilherme Arêas
Colaboração
09/07/2007

As novas regras para a cobrança das ligações locais já estão valendo. Se você já decidiu qual plano é o ideal para o seu consumo, fique atento à próxima conta de telefone para saber se a escolha foi correta.

Mas para você que ainda tem alguma dúvida sobre o novo sistema de cobrança, o Portal ACESSA.com explica as principais mudanças que estão acontecendo na telefonia fixa.

Na verdade, pouca gente entendia a cobrança por pulsos. Nesse sistema antigo, o consumidor tinha uma franquia de 100 pulsos. O primeiro era cobrado assim que a chamada fosse atendida. O segundo era aleatório e continha de um a quatro minutos. Os próximos pulsos eram contados de quatro em quatro minutos.

Foi para acabar com as dúvidas e tornar as cobranças mais transparentes para os consumidores, que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu as cobranças em minutos. Até o último dia 1º de julho, os usuários da telefonia fixa tiveram que escolher entre os dois planos determinados pela Anatel, de acordo com o perfil de cada consumidor.

Os Planos

Plano Básico: Nele, o consumidor residencial pode falar até 200 minutos de fixo para fixo pagando pela assinatura. Se usar mais do que isso, paga pelos minutos excedentes, de acordo com a tarifa local. Segundo a Anatel, esse plano é indicado para quem faz ligações rápidas, de no máximo dois minutos e meio cada, e não tem internet discada.

Pasoo (Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória): Neste plano, o valor da assinatura é o mesmo, mas, em vez de 200, o consumidor residencial pode falar até 400 minutos. Toda vez que você fizer uma ligação, tenha ela a duração que for, serão descontados também 4 minutos do pacote de 400. A vantagem é que quando você utilizar todos os 400 minutos, a cobrança passa a ser menor. O valor do minuto excedente deste plano é mais baixo do que o plano básico de 200 minutos. Ou seja, compensa para quem faz chamadas mais longas.

Fonte: Anatel

A advogada do PROCON de Juiz de Fora, Clarisse Pereira, afirma que as operadoras podem oferecer, ainda, outros planos para que o consumidor se adeque ao seu tipo de consumo. A Anatel estipulou que, até o dia 31 de julho, as concessionárias não podem fazer propaganda de planos próprios, para não confundir o consumidor.

Independente do plano escolhido, continuam existindo os horários reduzidos.

  • Dias úteis: de meia-noite às 6h;
  • Sábados: de meia-noite às 6h e de 14h até meia-noite;
  • Domingos e feriados nacionais: o dia todo.
    Para cada ligação nesses horários, serão cobrados dois minutos no Plano Básico e quatro minutos no PASOO, independentemente do tempo de duração da ligação.

As pessoas que não fizeram a escolha entre os dois planos foram, automaticamente, para o Plano Básico. Apesar disso, os consumidores podem, a qualquer prazo e sem custos, migrar de um plano para outro. A orientação é pedir que a operadora envie duas faturas comparativas dos planos disponíveis, para avaliar seu perfil de consumo e fazer sua opção. Os consumidores também podem fazer a simulação dos dois planos pelo telefone 0800 25 5252.

A mudança vale apenas para ligações entre telefones fixos e locais. Chamadas de fixo para celular, de celular para fixo, entre celulares e de longa distância (DDD e DDI) já são cobradas por minutos e não sofrem alterações.

*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo da UFJF

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