SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Paula Barbosa, 36, deu uma de Zefa durante entrevista ao podcast Papo de Novela, do Gshow. A atriz, que interpreta a empregada linguaruda no remake de "Pantanal" (Globo), não teve papas na língua para comentar o encontro com Giovanna Gold, 58, que fez a mesma personagem na primeira versão da novela, exibida em 1990 pela extinta TV Manchete.

Gold foi convidada, junto com outros atores do elenco original, para uma participação especial na reta final da novela. Ocorre que, pouco antes, ela afirmou em uma transmissão ao vivo nas redes sociais que havia enviado uma mensagem desejando boa sorte para a colega, mas teria sido ignorada. Barbosa nega.

"Nesse dia da gravação, eu não tive a oportunidade de conversar com ela sobre o assunto e, sinceramente, eu nem quero", afirmou a atriz da versão atual. "Porque quando a gente fala alguma coisa de alguém é muito delicado."

"Muita gente não conhecia o meu trabalho e falar uma coisa dessa, hoje em dia, pode cancelar uma pessoa", continuou. "Achei muito grave nesse sentido. Acho que ela poderia ter me procurado e falado comigo."

"Então, nesse dia, a gente se cumprimentou, mas também não tive muito assunto com ela", relatou. "Não me senti à vontade para bater esse papo, mas queria que tivesse sido diferente. Era um momento para a gente curtir junto. E confesso que continuo na interrogação. Mas, se um dia a gente tiver oportunidade de falar sobre isso com calma, a gente fala."

Paula Barbosa é neta de Benedito Ruy Barbosa, criador da trama, e prima de Bruno Luperi, responsável pela adaptação para os tempos atuais. "Meu avô sempre cobrou muito de mim. E, na época, eu não entendi o porquê de tanta cobrança, mas hoje entendo", afirmou. "Porque é o peso de você ser parente."

"Imagina meu avô me colocar em um trabalho dele e eu não estar preparada?", disse. "E eu ia estragar o trabalho dele e eu ia me prejudicar. Eu sou a neta dele, ele me ama. Ter essa cobrança dele foi essencial para esse momento. Hoje, quando ele me quer para um personagem, eu me sinto honrada, porque sei que, se ele me quer lá, é porque eu tenho capacidade."