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    Por fim, Carnaval

    Amanda Beloti Pedro Mendonça 28/02/2020
    S. Hermann & F. Richter

    Acabou, meu povo. Agora o ano começa.

    Que alegria esse tal de Carnaval é capaz de nos proporcionar quando tudo anda meio estranho, né? Tem vezes que eu digo que as coisas não andam muito bem e alguns logo discordam. Que mundo esses seres vivem, hein? Tudo bem, gente, eu entendo que os buracos-nossos-de-cada-dia quebram suspensões a rodo nessa cidade, suspeitas de que o Coronavírus finalmente nos achou aqui em Xis de Fora, e por aí vai... Mas...

    No mais, a verdade é: o Carnaval nos faz feliz. Quem é de axé manda axé, quem é de aleluia vai para o retiro espiritual, quem é caseiro se acaba naquele aplicativo de filmes e séries em stream (todo mundo sabe qual, não falo o nome por medo do processinho), quem é do samba torce pela sua escola (viva meu Império Serrano!) e, quem é da farra vai para rua. Tem-se leveza. Os problemas se misturam e viram mais elementos nessa imensa brincadeira de vida.

    Alguns blocos deram vida a nossa Juiz de Fora, ainda que em ritmo de pré-carnaval. As ruas esburacadas devidamente fantasiadas de superfície lunar não incomodaram tanto. Pelo contrário. Viraram geografias que obrigaram os foliões e foliãs a pularem de emoção... (atenção, contém ironia). Cada centímetro ganha cor, as pessoas não se importam com os banhos de cerveja e perdem completamente a vergonha de dançar. Claro, poderiam manter um pouco da sanidade para a vergonha alheia ser menor, mas, quem liga? É Carnaval, caramba!

    Obs: eu desfilaria tranquilamente na escola: Unidos dos Desengonçados Assumidos e Sem Medo da Vergonha.

    Assim,  experimentamos  pequenos instantes de alegria que só esses dias nos dão. Isso não significa que a gente fique “alienado” no Carnaval, ou que  nada  mais importe. Pelo contrário. Quem diz isso não entende nada de Carnaval. Essa é a festa do povo!

    O Carnaval somos nós, cada um feliz e angustiado à sua maneira.

    Mas, como tudo na vida, queridos amigos e amigas, ele acaba. Afinal, o ditado já está cansado de nos avisar que nossa felicidade dura pouco, né não classe média baixa? A realidade retorna. As ruas são novamente ocupadas por carros com pressa e transeuntes igualmente apressados. As pessoas voltam a não se olharem, a perderem a paciência com uma facilidade incrível, ruas voltam ao cinza-chato, e assim, a vida retorna ao normal.

    Eu não sei vocês, mas já estou esperando dia 12/02/2021.

    Viva o Carnaval.


    Pedro Mendonça é mestre do Programa de Pós Graduação em Educação da UFJF e licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Educação pela mesma instituição.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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