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    Tem juiz-forano que não tá nem aí pro Coronga


    Pedro Mendonça 1/04/2020

    Eita, vírusinho danado!

    Esse coronga, em tempo recorde, conseguiu confirmar muitas obviedades que até então não eram todos que percebiam... por exemplo: idosos detestam vossos lares e não há o que os façam mudar de ideia: eles odeiam ficar em casa e você está errado. É tipo assim: ‘’eu tô certo e quem concorda respira’’; homens (amparados pelo patriarcado de cada dia) brincam de esquecer que tem filhos e que precisam cria-los; que muitos empresários não ligam se 5, 7 ou 10 mil pessoas vão morrer, desde que eles continuem cobrando quase um salário mínimo num hambúrguer; que carreata é, na maioria das vezes, algo chato e sem noção (Oi gente, eu tenho carro e sei buzinar. Aliás, nesse momento, vou fazer isso só pra te fazer aumentar o volume da TV porque a gente sabe que ninguém leva carreata a sério); que para o brasileiro, BBB é mais importante que uma pandemia mundial (Daniel já foi - GRAÇAS A DEUS!) e por aí vai...

    Em Juiz de Fora-MG, a galera não está colocando muita fé no coronga não. As ruas, pelo menos hoje, dia em que escrevo, estão mais cheias do que deviam.... Não estamos levando o isolamento social a sério, e isso implica em pessoas morrerem. Muito complicado, né? Para muita gente não, infelizmente.

    Andei vendo correndo nas redes sociais, esses dias, a seguinte frase: ‘’quantas pessoas da sua família têm que morrer para salvar a economia?’’ e confesso que fiquei um tanto assustado. Como assim chegamos ao ponto em que é preciso colocar a morte da sua mãe no meio da argumentação para ver se a postura muda? Na minha época de garoto, a gente colocava a mãe no meio com o intuito claro de irritar, não de conscientizar. E outra, nem era para ela morrer. E ainda dava briga no fim da aula.

    Mais uma coisa: se a morte de pessoas, (principalmente idosos) já não te causa nenhum espanto e nem compaixão, você já está infectado, em estado de apodrecimento.

    E a galerinha aqui da cidade continua na rua, nem aí pro coronga.

    Nem para as vidas.

    Pedro Mendonça é mestre do Programa de Pós Graduação em Educação da UFJF e licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Educação pela mesma instituição.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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