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    O Padrão Teich e o IDAI?, usados por mim, em quarentena


    Pedro Mendonça 11/05/2020

    No meu último texto por aqui, compartilhei com vocês uma determinada angústia que eu tinha nessa quarentena. Angústia essa de perceber que, muitas das coisas que eu tento fazer, fracasso. Bom, ainda bem que não na minha carreira (pelo menos por enquanto). Eu costumo falhar nas coisas que eu acho que poderia fazer. Coisas bobas, banais, que eu nem precisava fazer, na verdade.

    Agora, parei de sofrer. Continuo fracassando, mas sem sofrer.

    Exemplo: cortar o cabelo do meu pai, fazer uma caixinha de iluminação para minha parceira de vida gravar seus vídeos bem blogayra, consertar meu computador e por aí vai.

    Dane-se. Na verdade, eu não ligo.

    Me falam: “Nossa, Pedro. É tão fácil formatar um computador. É só você......”

    Eu nem deixo a pessoa terminar de falar, e logo respondo.

    “IDAI???? – CALA BOCA, NÃO TE PERGUNTEI NADA!”

    Outro dia aconteceu: “Pedro, você precisa atualizar esse driver, se não a placa de vídeo...”

    Rapidamente, devolvi: “IDAI???”

    E ainda desenvolvi o coro do planalto adicionando um “querida” ou “querido” no meio. Fica mais irônico e, por isso, mais pejorativo. É tipo: “eu tô cagando real pra isso, meu bem”.

    Confesso que antes de aderir a essa fórmula mágica que simplesmente esconde os problemas e as possíveis soluções, eu estava mais comportado, num Padrão Teich. Não sabe o que é o Padrão Teich? Eu explico, presta atenção nesse exemplo:

    “Pedro, os copos de suco que você toma e deixa na sua mesa, não vão se lavar sozinhos.”

    Ou seja, uma puxada de orelha bem dada, pois minha mesa estava nojenta com os 7 copos acumulados. Bem, de forma bastante arteira, eu usei o Padrão Teich, e respondi: “Claro, vou averiguar. Precisamos de mais dados, ver como os copos vão avançar com o passar do tempo”. Quase a mesma coisa, né?

    Em síntese, é a mesma coisa. Nenhum dos dois resolve nada. Um é apenas pouco vibrante, em constante olhar vegetativo. O outro, agressivo e com desejos autoritários. Entre a incompetência diária, atrelada ao ódio rotineiro, eis o nosso Brasil. Eu, pelo menos, não estou colocando a vida de ninguém em risco e muito menos debochando dos que, infelizmente, se foram antes da hora.

    Pedro Mendonça é mestre do Programa de Pós Graduação em Educação da UFJF e licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Educação pela mesma instituição.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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