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    A Coisa

    Victor Bitarello Victor Bitarello 18/09/2017

    Na verdade, eu fico na dúvida em como comentar sobre “A Coisa”, porque eu fico me perguntando se eu devo falar: ruim ou bom? Isso porque eu não sei se necessariamente um filme tem que ser ruim ou bom. O fato é que eu acredito muito numa ideia de proposta.

    Às vezes, um cara se acha “o tal”, e faz um filme achando que será um Cannes, e será horroroso. Dá vontade de destruir. No entanto, pode acontecer de um produtor e um diretor se aliarem para fazer um pipoca super “assistível”. Eu me pergunto: por que não elogiá-lo?

    “A Coisa” é um longa assim, desses que você vai ao cinema, compra uma pipoca, um refrigerante, NÃO sente sono, e não tem nenhuma obrigação de fazer força. Porque ele não tem muita coisa para ser entendida. É puramente visual e auditivo. Alguns sustos. Alguns desses sustos, inclusive, seguidos de risos, e pronto. Diversão.

    O filme conta a história de Derry, uma pequena cidade onde o índice de desaparecimentos e mortes, em especial de crianças, é muito maior que no restante do país. Nesta cidade, habita Bill, o qual decide não desistir de encontrar seu irmão mais novo, e conta com a ajuda de seus amigos para isso.

    Em termos de defeitos, eu posso dizer que a parte de roteiro do filme é completamente dispersa. As coisas vão se dando de maneira confusa. Muito confusa. Não há uma sequência lógica em uma séria de momentos. No entanto, “A Coisa” tem um “q” do clássico “Conta Comigo”, de amigos unidos e caminhando para conhecer as dificuldades da vida adulta, que é inevitável de nos encantar.

    “A Coisa” entra em algumas questões de violência, em especial a praticada por meninos e meninas contra os mais fracos nas escolas, e também a praticada por pais contra seus filhos. Pais ausentes, pais dominadores. No entanto, não tem como levar tão a sério essas abordagens naquele contexto, haja vista que o que predomina realmente é a tensão, o suspense e o terror, ou, ao menos, sua tentativa, já que não são tão intensos. Algo de ação ocorre também, o que contribui para dar diversão ao trabalho.

    Não, não é um filme seríssimo, adultíssimo, pra Oscar. É pipoca. Pode assistir que é legal.

    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal, pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Faculdade Internacional Signorelli, do Rio de Janeiro. Ator de teatro amador por 15 anos. Apreciador e estudioso de cinema. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Graduando em Psicologia.
    Iniciou como colunista deste Portal em janeiro de 2014.

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