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    Oito Mulheres e Um Segredo

    Victor Bitarello Victor Bitarello 29/06/2018

    Eu fico preocupado em fazer certas afirmações nos meus textos, porque na maioria das vezes eu não pesquiso informações sobre os roteiros dos filmes, para que minhas opiniões se deem da maneira o mais livre e pura possível. Em especial as manifestações de críticos, que variam demais e, inevitavelmente, influenciam. Eu tendo a dar uma olhadinha nas formas corretas de escrever nomes, como, por exemplo, o nome original da obra, caso o filme seja estrangeiro.

    No caso aqui desta coluna, trata-se de “Ocean’s 8”, o que se pode entender como “As oito da Ocean”, pois Debbie Ocean é o personagem de Sandra Bullock, a qual recruta, junto à amiga Lou, feita pela atriz Cate Blanchett, mulheres, com diferentes habilidades, para executar um plano de um grande assalto a um baile. Haja vista a enorme revolta que Debbie tinha de seu ex-namorado, somente mulheres poderiam participar da ação.

    Quando eu disse acima que tenho um receio de afirmar certas coisas, isso se dá porque o filme é extremamente semelhante ao seriado da Netflix “La Casa de Papel”. E eu fico pensando até que ponto a intenção dos produtores é essa mesma, com o aval da Netflix, de maneira cômica, ou se foi uma cópia descarada, praticamente um plágio. Não sei. Então, para eventuais leitores, deixo aqui claro que não olhei essa questão, mas é um fato. Parece. E demais. A quantidade de assaltantes. A questão das habilidades específicas. A grandiosidade do furto. O disfarce - apesar de não haver máscaras, todas estavam disfarçadas. Enfim. Isso não atrapalha o nosso prazer. Não mesmo.

    É uma delícia de assistir. Eu sou um grande fã da Sandra Bullock desde criança. Cate é uma grande atriz. Eu admiro demais também Helena Bonham Carter e sua participação é um show à parte. O diálogo de Sandra com o representante da companhia de seguros é impagável. A história, apesar de se tratar de um crime, inevitavelmente nos leva a torcer por quem quer cometê-lo. Quem sabe isso tem um significado? Estamos nos abrindo a “deixar” as mulheres “aprontarem” também? Fica a dica.

    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal, pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Faculdade Internacional Signorelli, do Rio de Janeiro. Ator de teatro amador por 15 anos. Apreciador e estudioso de cinema. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Graduando em Psicologia.
    Iniciou como colunista deste Portal em janeiro de 2014.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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