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    A Casa do medo – incidente em Ghostland

    Victor Bitarello Victor Bitarello 27/10/2018

    Tem mais ou menos uns três anos que tenho ido ao cinema, vez ou outra, assistir a filmes de terror. Na minha adolescência eu até tinha o costume, mas via somente aqueles que eu entendo como um “terror teen”, tipo “Pânico”, ou “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”.

    Até que venho tenho boas experiências, já que não estou me lembrando de um que não tenha valido a pena. Inclusive “Corra” chegou a concorrer ao Oscar este ano em várias categorias. Achei que houve um ou outro exagero da Academia de Artes, mas o filme realmente é bom, principalmente pela criatividade do roteiro e pela concisão da direção.

    O escolhido por mim, no último fim de semana foi “A Casa do medo – incidente em Ghostland”. O filme conta a história de uma família – mãe e duas filhas – que vão morar em uma casa herdada, a qual carrega uma história macabra de assassinato lá ocorrido. Beth, uma das filhas, tem fascinação por contar histórias de terror. É apoiada pela mãe, enquanto que sua irmã acha que suas histórias são bobagens. Logo que chegam à casa, no início da trama, ela é invadida por duas pessoas que tornam suas vidas um terror.

    Assim como nos meus demais textos, eu não gosto de adentrar demais no roteiro, para não entregar a história e estragar a graça de quem tenha a intenção de ir ao cinema assistir ao filme. No entanto, mesmo sem contar muito, é possível abordar pontos positivos e/ou negativos, de forma que o leitor se anime ou não a comparecer a uma sala.

    Sem querer parecer um bobo, esse filme de terror é um horror! É tão ruim, que dá para fazer uma comparação com essas paródias que Hollywood gosta muito de produzir. Pegam pontos mais passíveis de serem ridicularizados e montam um filme. Este longa é como se fosse a mesma coisa, só que “sério”. Só que se levando a sério. Tem momentos tão absurdos, que eu cheguei a me sentir dentro de um trem fantasma, com aqueles bonecos semelhantes a espantalhos, que assustam crianças, mas fazem adultos, diante de uma tela de cinema, se questionarem se é possível pedir a devolução do valor pago. E é uma pena, porque ele até tem uma ideia diferente, criativa, em termos de essência. E me atrevo em dizer que há um “q” de um homem que pratica uma espécie de pedofilia, muito doentia, e que poderia ter sido muito bem abordada, se os roteiristas tivessem contado com a ajuda de profissionais da psicologia. No entanto, o roteiro é muito mal trabalhado, a direção do filme então... como conseguiram orçamento?

    Posso dizer que o trabalho de atuação das duas atrizes, enquanto ADOLESCENTES, é bem interessante (as irmãs são mostradas adolescentes e adultas). Mas o da atriz que faz a irmã Beth, na idade adulta, é algo medonho de tão ruim.

    Além da boa qualidade do trabalho das atrizes adolescentes, é possível apontar também outro bom momento, qual seja, um em que há uma virada na história que torna o longa um pouco interessante, pois eu já estava beirando o sono. Mas eu estou falando isso quase que somente para ser bonzinho, para não dizerem que não vir NADA bom.

    Ou seja, não gaste seu dinheiro indo conferir!

    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal, pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Faculdade Internacional Signorelli, do Rio de Janeiro. Ator de teatro amador por 15 anos. Apreciador e estudioso de cinema. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Graduando em Psicologia.
    Iniciou como colunista deste Portal em janeiro de 2014.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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