A Grande Mentira

Victor Bitarello Victor Bitarello 26/11/2019

Quando eu vi que a Hellen Mirren e o Ian McKellen estariam no mesmo filme, não quis nem saber sobre o que era. Eu precisava conferir o mais rápido possível. Como perder?

E assim fui.

O roteiro de "A Grande Mentira" não é muito complexo, o que o ajuda a fluir com muita facilidade. Essa facilidade não o torna bobo ou banal. Ele é inteligente e prende a atenção. Fala, basicamente, sobre dois viúvos, Roy e Betty, já bem idosos, que se conhecem através de um aplicativo de relacionamentos. No entanto, a intenção de Roy era outra. Era a de lhe aplicar um golpe e tomar para si todos os bens de Betty. O único empecilho que encontra é o neto dela, Steven, que a todo momento demonstra desconfiar do que ele realmente queria.

Ao longo do filme, que conta com a direção muito feliz de Bill Condon, e um aproveitamento bem feito do livro que origina o roteiro, começamos a perceber que há cada vez mais meandros sendo percorridos, o que nos leva a uma curiosidade crescente. Os mistérios e o suspense são bem colocados. Há um momento muito bacana, em que Roy diz a Steven: "eu e sua avó temos algo em comum, e isso me dá vantagem sobre você: um longo passado." E esse passado dita o filme. Ele é o filme!

Contando com uma dupla de protagonistas que dispensa apresentações, o acréscimo de Jim Carter (de um seriado inglês que eu amo, o "Downtown Abbey") e o jovem Russell Tovey, arrisco em dizer que o elenco é o principal ponto do filme. Onde ele se destaca mais.

E quanto à história, apesar de alguns momentos de violência e suspense, há ali uma leveza muito agradável. Talvez eu tenha tido essa impressão por causa do meu prazer de estar ali. Mas que achei leve, achei.

É um ótima pedida. Confiram!

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