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    Colunista fala sobre o curta-metragem Não Olhe Para Trás


    Victor Bitarello 9/07/2020

    Esta é minha primeira oportunidade de falar sobre um curta-metragem. Quando tomei contato com o release da obra, me emocionei ao ver a diretora e roteirista, Malu Portela, bem como a atriz protagonista, a venezuelana Nazaret Gonzalez. O Press Kit de "Não olhe para trás" (ou "Don´t look back") me foi gentilmente encaminhado pelo pai da diretora, senhor Paulo, para meu conhecimento e eventual divulgação.

    O motivo de minha emoção foi a juventude de Malu, 26, e Nazaret, 16. É que eu me apaixonei desde muitíssimo novo por essa arte tão maravilhosa que é o cinema, e ver pessoas de tão pouca idade batalhando para levá-la às telas me toca demais.

    O curta é a primeira película de Malu. Baseado em fatos reais, ele nos traz a história de Elisa, adolescente de 16 anos que, grávida, junto com sua mãe, decide deixar a Venezuela e vir para o Brasil, em fuga de sua dura realidade.

    Os olhos da menina são vendados desde o momento em que sai de sua casa, em alguma zona rural de seu país natal. No caminho, Elisa passará por percalços, os quais a mostrarão que uma vida melhor não seria tão fácil assim de alcançar. O abandono, os fantasmas do passado, a covardia. Com tão pouco tempo de vida, e num percurso tão árduo, ela conhecerá cedo um mundo sombrio, e que muitas vezes nós só sabemos que existe através das revistas ou de noticiários.

    "Não Olhe Para Trás" é um filme social, crítico, ocupado, preocupado, feminino e feminista. Mostra o quanto a vida das mulheres, que são quem carregam os bebês em seus ventres, é muito difícil. Vinda de um país com altas taxas de mortalidade de gestantes e de crianças, fugir da Venezuela se tornou não somente uma vontade, mas também quase uma necessidade. E se a venda nos olhos impedia-a de olhar seu caminho de retorno, a maternidade, a maior fonte de força de uma mulher, a faria olhar para frente de vez.

    Enquanto cinematografia, trata-se de um trabalho coeso, coerente, com liberdade poética muito bem usada, em especial no momento de seu abandono, e nas aparições no caminho de Elisa. O tempo de cena é adequado a toda a proposta apresentada, o filme é harmônico, não é notado nele aspecto que o tornaria deselegante em virtude da temática, com excessos de atuação ou roteiro berrado. O roteiro caminha junto com Elisa, e isso o engrandece.

    Destaque para a personagem de Lux Nègre.

    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal e pós-graduado em Direito Processual Civil. Tem experiência enquanto ator de teatro por vários anos, sendo também apreciador e estudioso de cinema. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês. Graduando em Psicologia. Iniciou como colunista cinematográfico deste Portal em janeiro de 2014.
    Contato: vbitarelloalves@gmail.com

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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