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    Hulha-branca Curta metragem conta a história de quando Bernardo Mascarenhas
    fundou a primeira iluminação pública hidrelétrica da América do Sul

    Thiago Werneck
    Colaboração
    01/06/2007

    Centro Cultural Bernardo Mascarenhas(CCBM) e Usina de Marmelos. Dois pontos turísticos e histórico de Juiz de Fora e que fazem parte da cultura da cidade. O que poucos sabem é que a história dos dois espaços se encontram em sua origem através de um homem: Bernardo Mascarenhas. É para contar essa história e torná-la conhecida, que o cineasta, Wilton Araújo (foto abaixo), produziu o documentário Hulha-branca.

    O curta metragem de 15 minutos conta a história de quando Bernardo Mascarenhas fundou a primeira Iluminação Pública Hidroelétrica da América do Sul: a Usina de Marmelos, em 5 de setembro de 1889. Homem visionário da época, lembrado como o Barão de Mauá de Minas Gerais, Mascarenhas veio de Curvelo-MG para Juiz de Fora, a fim de aumentar as vendas de sua fábrica, que hoje, se transformou no CCBM.

    Segundo Wilton, o objetivo do filme é resgatar a história de um empreendedor que muito contribuiu para cidade e o país. "No filme você encontra as difculdades que ele teve na cidade para construir a Usina. O povo descrente com medo da chegada eletrecidade e a difculdade de conseguir uma peça que vinha do Estados Unidos. E é sempre bom lembrar que ele poderia ter usado a energia apenas para ele, mas preferiu tornar o serviço público. Em um exemplo de valorização da coletividade", destaca.

    Durante o filme são utilizadas fotos antigas e de filmagens que aconteceram no meio de 2006. O filme conta com poucas cenas com participação de atores. A maioria delas se faz através de fotos e com a narração, do radialista, Natálio Luz. Além disso conta tem trilha sonora composta e executada por Miguel Junno, do Conjunto Som Romântico.

    Wilton fez o roteiro, produziu e dirigiu o filme que demorou cerca de dois anos para ficar pronto. O apoio que o cineasta esperava para iniciar as gravações veio com o incentivo da Lei Murilo Mendes. "Com a verba e apoio de várias empressas para ajudar nos equipamentos e locais da gravação pudemos fazer o filme. A maior dificuldade foi filmar no CCBM, na Av. Getúlio Vargas, nas noites de domingo. Causava tumulto e tinha muita gente vendo", conta.

    A idéia do filme surgiu durante um trabalho que Wilton devia fazer para sua Faculdade de Cinema. "Estava querendo fazer algo sobre o rio Paraíbuna, quado me deparei com a Usina de Marmelos. Assim tive o estalo de gravar sobre história da hidroelétrica e documentar a história de Bernardo Mascarenhas", relata Wilton.

    Exibição

    O filme será exibido nesse sábado, dia 2 de junho no Fest Ler, no próprio CCBM, às 10h. Wilton ressalta que o lançamento do documentário teve grande impacto e foi além da simples exibição de um filme. "Na estréia tínhamos um conjunto ao vivo se apresentando em frente ao cinema. Depois, antes de exibir o filme, tivemos apresentação de um músico, ao vivo, apresentando uma canção do filme", relata.

    A expectativa de Wilton é apresentar o mesmo espetáculo, com exibição a do filme no Cine Theatro Central, no dia de criação da usina, em 5 de setembro. Para quem não pode ver o filme no sábado e não que quer esperar três meses para ver o curta, não há problema. Em breve, O DVD estará disponível a custo de R$ 13 na banca do Parque Halfeld.

    O filme apresenta um linguagem simples e acessível e pode ser compreendido facilmente também pelas crianças. Por isso Wilton, vem fechando parceiras com escolas para exibir o curta aos estudantes. "Nesse caso não cobro nada, só de ter o trabalho visto por crianças que vão passar a da valor a nossa história já ganho o retorno esperado", conta.

    Projetos

    No momento Wilton se dedica a divulgar Hulha-branca, mas já tem em mente seu próximo trabalho. "Já roterizei um poema de um padre francês que questiona o celibato. Já tenho essa temática forte e quero montar a trilha sonora com uma orquestra barroca que valoriza a cultura mineira". Outro objetivo é promover a Associação Minas Audiovisual da qual é presidente. O objetivo é incentivar, fomentar e promover trabalhos que valorizem esse tipo de trabalho em Juiz de Fora e região.

    Fora das telinhas a perspectiva de Wilton é preservar o patrimônio cultural da cidade para homenagear Bernardo Mascarenhas. "O busto dele na Praça Antônio Carlos etá abandonado, a prefeitura tem que restaurar a obra. Já fiz o pedido para que um dos vereadores entrasse com a proposta na câmara. Defendo também que 5 de setembro seja uma data comemorativa, vista como um marco para o desenvolvimento da cidade, o dia em que foi inaugurada a primeira Iluminação Pública Hidroelétrica da América do Sul", completa.

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