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    Filme retrata o olhar de uma menina sobre a morte do avô José é mais uma produção cinematográfica que se passa em Juiz de Fora. Expectativa é de que a estreia ocorra em julho

    Daniele Gruppi
    Repórter
    12/2/2009

    Juiz de Fora vira cenário de mais uma produção cinematográfica. Desta vez, o bairro Furtado de Menezes será evidenciado. Trata-se do curta-metragem de ficção José, produzido pela estudante de cinema e vídeo Thaís Vasconcelos.

    O filme retrata o olhar de uma menina sobre a morte de seu avô, que consciente da morte que se prenunciava brevemente, convoca a família para se despedir. Os parentes, cerimoniosos, com um lirismo dolorido, enchem a casa, despedem-se do avô e veem-no ser levado pela ambulância. Presente na casa dos avós do início ao fim do dia, a menina vê tudo aquilo, demonstrando estranhamento e distanciamento, sem perder a dimensão do sonho e da fantasia.

    José se passa na década de 90 e é resultado de uma reconstituição mental de experiências vivenciadas pela própria diretora. Thaís conta que a ideia de fazer o filme surgiu em julho de 2008, quando conversava com um amigo e lhe relatava as lembranças da morte do avô. "Ao ouvir a história, ele disse que daria para fazer um filme. Daí, concordei e comecei a fazer o roteiro."

    O local escolhido para fazer as filmagens foi a casa do avô da diretora, no bairro Furtado de Menezes. Concluído o roteiro e definido o lugar da gravação, era hora de convidar os atores. Thaís chamou Arduino Colasanti - ator cujo trabalho a diretora admira - para fazer o avô. O papel da menina foi dado a Noelia Leigue. "Estava num restaurante e vi a Noelia. Fiquei observando o seu jeito e resolvi chamá-la para fazer o filme. Este é o primeiro trabalho da menina, que revelou ter vontade de seguir o caminho das artes."

    A estudante revela que tinha pressa para realizar as filmagens. "Como a residência já é antiga, tínhamos que fazer antes que a construção começasse a se deteriorar." As gravações foram concluídas nesta semana. A equipe de produção contou com 16 pessoas.

    "O curta já não é mais o que eu imaginava. De acordo com as filmagens, foram ocorrendo mudanças. Tenho um novo filme para editar", comenta. O curta terá sete minutos de duração, em HDTV. A expectativa é de que ele possa ser lançado em julho deste ano.

    As maiores influências estéticas são de Alain Resnais e Robert Bresson. O primeiro por sua relação com a representação do tempo e espaço. O segundo pelo seu trabalho com o automatismo do gesto e seu estilo de direção de atores. "José segue o sucesso do olhar infantil sobre temas mais conturbados, considerados tradicionalmente temas adultos, como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, O Labirinto do Fauno, de Guilhermo Del Toro, A Culpa é de Fidel, de Julie Gavras".

    Participação em festivais

    A intenção de Thaís é de lançar José no circuito de festivais e mostras brasileiros e europeus. "José será inscrito no maior número possível de festivais do circuito brasileiro, priorizando os do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, mas não se restringindo a estes estados, tendo sempre em mente exibi-lo em todas as regiões do Brasil."

    A diretora também pretende projetá-lo no circuito europeu, já que vai estudar cinema em Lisboa, no segundo semestre de 2009. "Dessa forma será mais fácil inserir o filme no circuito internacional."

    Os textos são revisados por madalena Fernandes.

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