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    Padre Evton: um dos pilares da música católica O sacerdote já lançou três CDs. O objetivo do trabalho é levar a mensagem de Deus às pessoas através da música

    Daniele Gruppi
    Repórter
    10/09/2008

    Com o objetivo de evangelizar através da música, vários sacerdotes surgiram no cenário musical. O primeiro a gravar um disco, alcançar repercussão nacional e abrir caminho para os colegas foi o padre Zezinho. Em seguida, despontaram padre Marcelo Rossi, Fábio de Mello e também Evton Bezerra Ramos, que exerce a sua atividade em Juiz de Fora, na Paróquia Santa Cruz.

    Evton é pernambucano e já atuou em cinco comunidades antes de chegar à cidade. Com três álbuns gravados, ele está se consolidando como um dos pilares da música católica. O último CD, intitulado "Servo", foi lançado recentemente.

    Segundo o padre, as músicas do disco "Servo" são dedicadas à Maria e à família. "À Maria porque ela é um exemplo de serviço à Deus. Ele foi a primeira serva. À família, pois pertenço à Congregação Filhos da Sagrada Família e como missão cada religioso deve fazer um 'Nazaré em cada lar', levando a simplicidade nazarena a todas as famílias".

    Para Evton, este trabalho é especial, já que marca dez anos de sacerdócio. O trabalho foi produzido junto com a banda juizforana Shemá Israel. "Conheci o grupo numa tarde de lazer no bairro Democrata, onde ia fazer uma pregação. Quando escutei os integrantes tocando, percebi, além de um grande talento, uma enorme vontade deles fazerem as coisas acontecerem. Fomos nos encontrando em vários eventos e os convidei para trabalharmos e crescermos juntos".

    Foto do padre cantando em um dos seus shows "Servo" é composto por doze faixas, sendo que duas são composições própria: "Virgem Negra" e "Sonho Nazareno". Ele afirma que a inspiração para escrever as músicas vem dos retiros espirituais.

    Apesar de seguir a trajetória de outros sacerdotes, Evton não permite comparações. "Cada um tem o seu estilo e o seu jeito de levar a mensagem de Deus". O padre por onde passa tem a preocupação de que os grupos possam entender e cantar uma boa música para Deus.

    "A evangelização atrelada à música tem mais poder do que as palavras. As pessoas vão se lembrando da melodia e da mensagem e começam a cantar, fazendo da música a sua própria história".

    Trabalhos anteriores

    Foto do padre e da banda em um dos shows Antes de "Servo", Evton lançou "Caçador de Pérolas", sua primeira incursão na música e "Olhar de Amor". "Não me sentia um músico. Cantava só nas celebrações. Surgiu o convite de produtores para gravar releituras de músicas tradicionais. No início, não queria, mas pouco a pouco fui vendo sinais da mão de Deus conduzindo tudo com o seu amor".

    "Caçador de Pérolas" foi produzido em 2001. Para aceitar o trabalho, o sacerdote exigiu dois arranjadores para acompanhá-lo e que ele pudesse escolher o repertório. "Levei 15 dias para selecionar as músicas e analisar as tendências".

    A grande surpresa foi a repercussão. Em menos de seis meses foram vendidas mais de 100 mil cópias. Em 2004, o sucesso foi puxado pelo CD "Olhar de Amor". "As músicas são em sua maioria de Alexandre Malaquias e também dedicadas à Nossa Senhora".

    Evton pretende lançar novos projetos na música, mas primeiro quer se dedicar à divulgação de seu terceiro disco. ""Em breve, as canções devem tocar nos meios de comunicação em São Paulo. Vou também gravar um clipe para serem transmitidos nas emissoras católicas".

    Para ele a música é um mistério de sua minha vida. "Quando decidi gravar os CDs, surgiram sempre depois uma crise existencial, de fé ou vocacional. Em tudo isso vejo sempre a misericórdia do Senhor, um verdadeiro consolo frente as desolações da vida.

    Foto do padre em um dos shows O sacerdote tem se divido entre o trabalho na paróquia Santa Cruz e os seus shows. Em sua agenda já está marcada apresentações para sábado, dia 20 de setembro, na paróquia a qual se dedica, dia 24 de setembro ele vai estar em Mar de Espanha e dia 27 de setembro em Caxambu.

    Para ele, os mineiros são muito religioso. "Em Juiz de Fora há um catolicismo histórico arraigado. A cidade possui forte influencia evangélica e também do espiritismo, mas tem uma base religiosa. Quando visito as famílias percebo essa característica".

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