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    Feira de artesanato comemora dez anos Com 40 barracas e 36 associados, a Associação de Artesãos do São Mateus tem vendido seus produtos para o exterior

    Priscila Magalhães
    Repórter
    26/05/2008

    A feira de artesanatos do bairro São Mateus completou, no último dia 1º de maio, dez anos de existência. No início eram sete barracas e dez artesãos. Hoje, os 36 artesãos associados ocupam 40 barracas na pracinha do bairro, onde ficam todo sábado, de 8h às 14h.

    No ano anterior ao surgimento da feira, os artesãos formaram a Associação de Artesãos do São Mateus (AASM), com o objetivo de organizar o trabalho em um grupo. Quando ela foi criada, eles trabalharam para colocar a feira em prática, pois era necessário uma autorização da Prefeitura.

    Com a feira, as vendas começaram a aumentar, mas ainda existiam dificuldades, pois as pessoas não aceitavam a mercadoria, como diz a associada mais antiga, Maria Aparecida Lourenço, mais conhecida como Cida. "Até hoje, há preconceito com o tipo de trabalho que realizamos. Tem gente que passa perto e nem olha, mas depois liga pedindo para que a gente leve o produto até a casa delas".

    foto de artesanato foto de artesanato

    O presidente da AASM, Francisco Vieira, define a persistência como característica principal dos artesãos associados. "A renda não é extraordinária, mas continuamos fazendo e insistindo". Uma prova é a história de Cida. Quando começou a expor os produtos na feira, ficou seis meses sem vender nada e não desistiu.

    "Mas também, minhas coisas eram muito feias. Foi bom para eu ir aprendendo e aprimorando", conta. Atualmente, os fantoches e chaveiros de bonecos que Cida faz são os produtos mais vendidos pela Associação.

    Além da feira, a associação tem mais dois pontos de venda para seus produtos. Na loja, que funciona de segunda à sexta de 9h às 18h, a média de vendas por semana é de R$ 300. Já pela internet, a associação atende a clientes da Inglaterra, Peru, Espanha, Alemanha, Portugual e Espanha, os dois últimos através de convênios com sites de artesanato destes países.

    foto de artesanato foto de artesanato

    No Brasil, a região que mais faz pedidos é a sul. "Eles compram mesmo, de tudo um pouco, e não reclamam de pagar o correio", diz a artesã Rosângela Oliveira Guilheme. Em um ano e meio, o site tem cerca de 145 mil acessos, número considerado bom por ela.

    Produtos e mais produtos

    Esculturas de fibra de bananeira, bijuterias, roupas de tricô, bolsas de crochê, caixas pintadas e coladas com os mais diversos materiais, biscoitos artesanais e chocolates. Estes são alguns dos produtos fabricados pelos artesãos. Tudo é transformado em produtos úteis: garrafas pet, peças de computador, CDs, materiais quebrados, linhas, fitas, tintas...

    foto de artesanato foto de artesanato

    Os materiais usados para produzir as peças são doados e, alguns, comprados para dar o acabamento. "Assim, conseguimos atingir o objetivo principal da associação: fazer o reaproveitamento, a reciclagem", comenta Francisco.

    Para os artesãos, a diferença entre o produto artesanal e os industrializados está no prazer em produzir. "Colocamos um pouco da gente em tudo o que fazemos. Fabricar as peças influi até no estado de espírito", diz Márcia Morales Vieira. A artesã Ivany Silva diz que o melhor é produzir peças diferentes. "A pessoa que compra está levando um produto personalizado, feito com carinho".

    foto de artesanato foto de artesanato

    Apesar de produzirem para vender, elas confessam que, às vezes, dói um pouco quando vêem que um produto está saindo. "Tento olhar pelo lado bom. É legal ver que quem comprou saiu daqui satisfeito", conta a artesã Ivany.

    "Vendemos para quem dá valor ao nosso trabalho e incentiva a produção. São pessoas que deixam de ir às lojas para vir à feira e saem com um presente exclusivo", completa Márcia. Cida confessa que se apega às peças. "Hoje mesmo, estava colocando preço nos chaveiros e dei um beijo neles. Os bonecos ficaram tão lindos", conta.

    Francisco ressalta que o ponto alto da associação é o recebimento de encomendas. As pessoas procuram a cor que combina com os detalhes da casa. "Como somos nós mesmos que produzimos, é possível atender à demanda e fazer do jeito que os clientes querem", diz. "Eu fico acordada a madrugada toda, mas faço o possível para atender o que foi pedido", completa Cida.

    Onde fica

    A sede da Associação dos Artesãos do São Mateus fica na rua Padre Café, 508. O número para contato é o (32) 3236-2681. A feira, que funciona todo sábado, acontece na praça Jarbas de Lery Santos, mais conhecida como pracinha do bairro São Mateus.

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