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    Recontagem faz acervo fotográfico do Mapro chegar a 35 mil peçasO último inventário, feito em 1982, dava conta de apenas 18 mil itens, sendo alguns conjuntos classificados como peças únicas

    Clecius Campos
    Subeditor
    3/2/2012
    Foto de acervo acondicionado

    A reorganização que ocorre desde 2009 no Museu Mariano Procópio fez com que a recontagem do acervo fotográfico promovesse uma espécie de "aumento" na quantidade de obras, que passou de cerca de 18 mil, na época do último levantamento — em 1982 —, para 35 mil peças, segundo o mais recente inventário, iniciado em 2009 e ainda em andamento. A descoberta de um número mais preciso de peças faz o acervo "crescer" quase 95% e aumenta a possibilidade de se compreender melhor a história do museu, da família Ferreira Lage e de Mariano Procópio.

    Segundo o diretor da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro), Douglas Fasolato, o maior número de peças cadastradas deve-se ao detalhamento do inventário existente, advindo de um processo de higienização, reacondicionamento, catalogação e reorganização da reserva técnica de todo o museu, o que inclui, também, o acervo tridimensional. "Em toda a história do museu, foram feitos apenas dois inventários. Um em 1944, após a morte de Alfredo Ferreira Lage, e outro em 1982, quando da direção de José Tostes de Alvarenga. Em 2009, iniciamos um resgate documental do acervo fotográfico, já que a catalogação e o acondicionamento não estavam com acordo com a Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Só no arquivo de fotografia foram feitos 11 mil procedimentos para a conservação das peças."

    De acordo com Fasolato, não é possível dizer em uma grande descoberta em meio ao acervo antes pouco detalhado. "Não houve uma grande surpresa. As peças já eram conhecidas, mas não estavam bem contadas e catalogadas. A surpresa de fato vai começar a surgir conforme o acervo for disponibilizado para as pesquisas, que dirão quão importantes são tais peças." Para facilitar a pesquisa, a fundação pretende iniciar a digitalização do acervo fotográfico que, pelo preço elevado do processo, deve ser feita em três etapas. "Vamos começar com as fotografias do século XIX, depois as fotos da primeira metade do século XX e, na terceira fase, o restante do acervo."

    Segundo Fasolato, o conhecimento de mais peças dentro do museu faz aumentar a demanda de cuidados com o acervo, como higienização e armazenamento. "Desde 2009, estamos providenciando uma organização e um acondicionamento ideal para todas as peças. Estamos finalizando a higienização e a catalogação de todo o acervo fotográfico. Quando finalizarmos, poderemos definir quais peças demandam de restauração. Para, aí sim, partirmos para a exposição de algumas das peças, já que expor todo o acervo é inviável."

    Técnicas, formatos e suportes variados

    Segundo o novo inventário, que ainda não está completamente concluído, entre as diversas técnicas, formatos e suportes de fotografia presentes no acervo estão: oito daguerreótipos, dois ferrótipos, um ambrótipo, um leque de fotografias, fotografias estereoscópicas, fotopinturas, fotografias esmaltadas, fotografias albuminadas, cartões postais, negativos flexíveis e de vidro, diapositivos, álbuns completos, filmes e fotografias do século XX, sendo algumas em cores e outras coloridas manualmente.

    O acervo fotográfico do museu é composto pela Coleção Família Imperial Brasileira, Fundo Alfredo Ferreira Lage, Fundo Viscondessa de Cavalcanti, Fundo Cia. Pantaleoni Arcuri, Fundo Carriço Film, Fundo Prefeitura de Juiz de Fora e por doações mais recentes, como o Fundos Arthur Arcuri, a Família Ribeiro de Oliveira, o Fundo Odilon Braga, o Fundo J.J. Oliveira, o Fundo Exército Brasileiro, o Fundo Itamar Franco, o Fundo Ademar Rezende, além do Fundo Institucional do Museu Mariano Procópio.

    Fotos: Divulgação/Mapro e ACESSA.com

    O acervo abriga um total de 121 álbuns de diversos fundos e da coleção Família Imperial Brasileira, com 26 álbuns de fotografias oitocentistas, 58 de fotografias do século XX e 37 de cartões postais, todos considerados raros. Segundo Douglas, a importância do acervo fotográfico pode ser dimensionada pela presença de peças criadas por grandes fotógrafos. "Entre os fotógrafos presentes no acervo, destacam-se representantes de renome na fotografia mundial, como Nadar, Disdéri, Angerer, Pierre Petit e grandes nomes da fotografia oitocentista no Brasil, como Marc Ferrez, Revert Henry Klumb, Insley Pacheco, Georges Leuzinger, Henschel e outros. A Coleção Família Imperial Brasileira é tão relevante que algumas obras foram apresentadas no Europalia, considerado maior festival de cultura da Europa."

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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