Quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012, atualizada às 12h29

A trombeta do Salim vence o 2º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora

Da Redação
Foto de apresentação no concurso

Olimpio Brandão e Adriano Brandão são os vencedores do 2º Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora – Prêmio Synval Silva com a composição A trombeta do Salim. O segundo lugar da competição, cuja final foi realizada na quarta-feira, 8 de fevereiro, ficou com a marchinha A flor esquecida, de Toinho Gomes. Enquanto não vem a quarta-feira, de Ricardo Barroso, classificou-se em terceiro lugar. O júri do concurso também concedeu Prêmio Especial a Thiago Miranda pela marchinha Dengosa.

Foram distribuídos R$ 3.300 em prêmios, sendo R$ 1.500 para o primeiro lugar, R$ 1 mil para o segundo, e R$ 800 para o terceiro. Na noite também foi lançado o CD com as 13 marchinhas selecionadas para o 1º Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora – Prêmio Nancy de Carvalho, realizado em 2011. O júri foi formado pelo médico e compositor Márcio Itaboray; pela cantora e compositora Fernamda Ca; pelo produtor cultural Sérgio Evangelista; pelo maestro Paulo Luiz Moreira e pelo músico José Carlos de Oliveira.

Em sua segunda edição, a competição recebeu 56 inscrições e teve 12 finalistas. Participaram da concorrência compositores de Petrópolis, São João Nepomuceno, Santos Dumont, Poços de Caldas, Juiz de Fora e Rio de Janeiro.

Confira as letras das marchinhas vencedoras

A trombeta do Salim

Adriano Brandão de Oliveira e Olimpio Brandão de Oliveira

Combinei com o Salim
De brincar o carnaval
Comprei duas trombetas
Mas Salim toca muito mal

Quis trocar por um tamborim
A trombeta do Salim
Mas a Val, a sua esposa dadivosa
Diz que sabe e vai tocar uma pra mim

Salim, Salim, Salim
Largue a trombeta e vá pegar um tamborim
Salim, Salim
Deixe que a Val venha tocar essa pra mim

A flor esquecida

Toinho Gomes

De braços dados com a saudade companheira
Procurando os amores que deixei
Esquecidos pelo canto da cidade
Um dos quais nunca me separei
O Rei Momo anunciando o seu reinado:
Vamos todos viver a ilusão!
Da flor há muito tempo esquecida
O carnaval quimera tão querida

Ao entardecer ecoavam
Os primeiros clarins da folia
Trazendo uma onda de sonhos,
Amor, paixão e poesia
Tal qual a ilusão desta vida
Que não encontra morada
As estrelas desfilavam na noite
Despedindo-se da madrugada

Enquanto não vem a quarta-feira

Ricardo Barroso

Enquanto não vem a quarta-feira
Deixe pelo menos eu pensar
Que nosso amor vai ser
A vida inteira
Um carnaval sem dia pra acabar

Vamos pular
Deixar cair as mágoas
Na folia
Vamos entrar
No bloco dos que querem ver pra crer
Tudo mudar
Pierrot ganhar pra sempre
colombina

Você me ama, eu amo você
No carnaval que nunca vai morrer

Dengosa

Thiago Miranda

Você diz que tá dengosa
Eu digo: Não pode ser!
Você diz que foi mosquito
Que veio e picou você
Eu digo: Não acredito
Pois se havia algum mosquito
Com ele não tirei prosa
Botei logo pra correr

Você diz: Óh coitadinho!
Eu digo: Será porque?
A culpa foi do vizinho
Por sua parte não fazer
Eu digo: Que ordinário!
Tenho eu cara de otário?
Pois expliquei direitinho
O que ele tinha que fazer
A moral da prosa à toa
Eu explico pra você
É que se cada pessoa
Sua parte não fazer
O mosquito vem quietinho
Pica você e o vizinho
Da saúde não se goza
Goze, mas só de prazer

Adriano Brandão de Oliveira e Olimpio Brandão de Oliveira

Os textos são revisados por Mariana Benicá

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