Terça-feira, 11 de dezembro de 2012, atualizada às 18h15

CCBM recebe mais de R$ 250 mil para reforma de sala de encenação


Da Redação
Sala de Encenação Flávio Márcio

O Ministério da Cultura (MinC), através do Fundo Nacional da Cultura, liberou R$ 256.263,30 para o projeto de recuperação e melhorias na sala de encenação Flávio Márcio, do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM). A proposta atingiu 25 pontos na lista de projetos classificados, conforme publicado no portal do ministério, na última segunda-feira, 10 de dezembro. Não havendo a necessidade de captação, a verba será repassada por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv). À Prefeitura cabe a contrapartida de 20% da quantia pleiteada, o que corresponde a pouco mais de R$ 51 mil. Valor que já está incluído no orçamento de 2013 da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), garante o superintendente da fundação, Toninho Dutra, por meio de sua assessoria.

Segundo a proposta, a reforma consistirá na instalação de plataformas pantográficas, aquisição de equipamentos de iluminação, som e projeção e melhorias no sistema de segurança, com instalação de portas de emergência nas saídas do teatro.

A adoção de plataformas pantográficas traz para o CCBM uma tecnologia segura para a montagem de palco e arquibancada. Além de maior confiabilidade, firmeza e proteção de público e artistas. A estrutura leve e prática possibilitará a sua reconfiguração ou desmontagem, em curto espaço de tempo, podendo a cena assumir ares de arena, semi-arena, italianos, elizabetanos, entre outras possibilidades, tornando a sala de encenação um espaço multimeios, com cadeiras novas e confortáveis e uma vestimenta cênica capaz de se adaptar às montagens.

O espaço

A sala de encenação Flávio Márcio, nome dado em homenagem ao autor, publicitário e jornalista mineiro, expoente da dramaturgia brasileira na década de 70, foi concebida como um local de pesquisa das artes cênicas, não sendo projetadas estruturas de palco e plateia fixa, para que os artistas pudessem usar de sua criatividade para concepções de espetáculos.

Com o tempo, adotou-se um palco italiano improvisado, para atender à demanda de shows musicais, e uma arquibancada fixa, para atender às apresentações de teatro e dança. Essas estruturas, embora improvisadas, não possuem facilidade de retirada ou configuração e isso tem restringido, em parte, a pesquisa cênica.

Atualmente a sala de encenação conta com uma mesa de som e luz digital, com canais comprometidos, um rack, também com canais comprometidos e somente refletores de lâmpada PAR. Outro ponto importante do projeto é a adoção de portas corta-fogo, com barra antipânico, aumentando a segurança do público e do espaço.

Os textos são revisados por Juliana França

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