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    Terça-feira, 24 de setembro de 2013, atualizada às 12h14

    Documentário retrata vida de ex-reitor e traz imagens raras da UFJF

    Eduardo Maia
    Repórter

    A sensibilidade e a capacidade empreendedora do primeiro reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Moacyr Borges de Mattos (1913-2007), foram registradas em um documentário que traça uma linha tênue entre a vida do professor da Faculdade de Direito e a história da instituição. Desenvolvido pelo Centro de Educação a Distância (Cead), o filme destaca trechos de sua vida profissional e pessoal, a partir de depoimentos de familiares e imagens raras, produzidas na época de inauguração da instituição. O curta tem 15 minutos e as imagens foram registradas em formatos HD e 16mm.

    A desenvoltura de Mattos ao lançar a pedra fundamental para a construção do campus no bairro São Pedro; durante a inauguração do restaurante universitário e do prédio da reitoria - atualmente sede do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), assim como sua interlocução com personalidades importantes como os ex-presidentes Itamar Franco e Juscelino Kubistcheck são retratadas no filme. "O mais legal são imagens da época em que o terreno da universidade era apenas pasto. Você vê como mudou isso aqui. O vídeo mostra que, a partir da construção da universidade, abre-se uma nova perspectiva para Juiz de Fora, afinal a cidade alta ainda não existia", relata o cinegrafista Rodrigo Lobão.

    Além das entrevistas realizadas com professores e familiares, o filme incorpora imagens históricas registradas pelo fotojornalista Roberto Dornelas e uma entrevista concedida pelo próprio Moacyr ao projeto Memória, da Produtora de Multimeios da Faculdade de Comunicação (Facom), anos antes de seu falecimento. Dornelas era funcionário da Rede Manchete e foi convidado pelo reitor a integrar o laboratório fotográfico da instituição. "Em 1965, eu vim pra Juiz de Fora, e no ano seguinte comecei na universidade. Registrava toda a história, eventos, imagens das obras, da reitoria. Foi o maior prazer trabalhar com o Moacyr, o reitor que eu mais gostei, uma pessoa muito justa", relata.

    Veterano da fotografia, o fotojornalista registrava a história da UFJF usando uma câmera Payard-Bolex, que tinha três torres. A iluminação era improvisada e a câmera precisava de manivela. "Eu filmava e fotografava ao mesmo tempo. Eu trabalhava com filmes, quem tinham que ser revelados. Eu acho que tem ser digitalizado todo esse material e guardado como memória viva, porque é uma relíquia", diz.

    O filme ainda não foi disponibilizado ao público porque será apresentado em festivais. Como parte das comemorações do centenário foi exibido na reunião do Conselho Universitário da UFJF, no início de setembro, tendo como espectadores os membros da família do ex-reitor. A emoção tomou conta não só da plateia, mas também da equipe que realizou o trabalho, que não nega o envolvimento com o tema.

    Abaixo, algumas imagens do documentário que além de Rodrigo é assinado por Mayra Sá (produção), Raphaela Benetello (editora e cinegrafista) e Liliane da Rocha (finalização). "É interessante quando a gente trabalha com histórias de vida, pois a gente se envolve, se emociona, é como se nós, de alguma forma, fizesse parte daquela história", destaca Lobão.

    Imagens: Arquivo

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