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    João Cavalcanti, vocalista do Casuarina, lança álbum de carreira solo em Juiz de Fora, nesta quinta-feira

    Lucas Soares
    Repórter
    15/10/2013

    "Quem não conhece o disco, pode esperar um pouco de susto, de surpresa." A frase é de João Cavalcanti, vocalista do Casuarina, que apresenta o disco Placebo, seu primeiro trabalho em carreira solo, nesta quinta-feira, 17 de outubro, em Juiz de Fora.

    Também não é por menos. Quem está acostumado a ouvir Casuarina, sabe que o samba é o som característico do grupo carioca. E o cantor inovou. A necessidade de expressar antigas e novas composições, que não passam apenas pelo samba, vinha crescendo e, com isso, Cavalcanti precisava cada vez mais do seu próprio espaço. "Tento respeitar a minha história como compositor. Eu nunca parei de compor, sempre escrevi minhas músicas. E não eram sambas, eu sempre falo isso. A minha formação musical preliminar não passa muito pelo samba. Meus pais são de uma geração que ouvia muito mais rock e muita música estrangeira. Eu, na minha adolescência, não ouvia muito samba", revela.

    De forma tranquila, João encara o novo trabalho como uma integralidade do que realmente é como pessoa. "É muito natural que eu queira dar voz a todas essas outras músicas, esse outro clima, essa outra formação. E nisso surgiu o Placebo, como um embrião desta ideia. E é isso. É uma manifestação muito mais integral do que eu sou, da minha parte do Casuarina. No meu disco, tive a liberdade de gravar o que eu queria, as minhas músicas, do jeito que eu queria, com a abordagem estética e estilística que eu quisesse", afirma o filho do cantor Lenine.

    Com uma abordagem muito plural, Placebo é um trabalho que aborda vários estilos musicais. Como se fosse realmente uma cartela de remédios, João coloca dosagens psicológicas para se ver livre do que o assombra. "As pessoas não vivem sem música e elas usam a música também para se curar de suas próprias amarguras, de suas próprias questões. Esse disco para mim tem um ambiente muito médico, hospitalar, manicomial. Ele me libera de determinadas loucuras que eu guardava num cerne intimo e que, ao me expor, acabo conseguindo não me curar, mas me livrar um pouco delas", diz o cantor.

    Placebo João Cavalcanti

    Futuro do Casuarina

    Enquanto começa carreira solo, o Casuarina não vai ficar de lado. Cavalcanti garante que é possível levar os dois projetos ao mesmo tempo, até porque o samba é uma representação de sua identidade. "O Casuarina também me representa muito bem, eu me divirto e jamais seria por causa do Placebo que eu não sentiria mais necessidade de me manifestar inserido dentro do aspecto do samba. O que pode acontecer, no futuro, é eu ter que escolher qual trabalho eu terei que seguir, por questão de tempo. Mas, por enquanto, sigo firme neste propósito de fazer o Casuarina ocupar mais espaço e dar voz aos meus anseios pessoais no trabalho solo", garante.

    João Cavalcanti se apresenta no Cultural Bar, a partir das 22h, na quinta-feira, 17 de outubro. O álbum pode ser ouvindo inteiramente de graça no Youtube.

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