Domingo, 7 de dezembro de 2014, atualizada às 12h57

O Blues do Cangaço: clipe destaca conflitos, a morte e o ritual

Blues do Cangaço

Solos de guitarra e um baião mesclado com blues compõem uma trilha que narra a saga de cangaceiros no sertão. Tudo numa mistura de sons que dão o tom da música O Blues do Cangaço, que teve o seu clipe lançado no YouTube no mês de outubro.

A letra destaca a realidade dos cangaceiros, mexendo com o imaginário rural e destacando os confrontos, latifúndios, religião e a superstição presentes nesta atmosfera. Elementos registrados na Zona da Mata se transformam no Nordeste do Brasil.

De autoria de Crís Carcará e dirigido por Davi Ferreira, o vídeo foi patrocinado pela Lei Municipal Murilo Mendes. As cenas internas foram gravadas no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), em Juiz de Fora, e as externas na cidade de Rio Preto (MG). No clipe, o artista encarna no mocinho, derruba o chefe do bando e ainda toca no velório dele. Paralelamente, ele anda pelo sertão com sua guitarra e cavalo. "Enquanto sola, outros conflitos são resolvidos com peixeira e bala", diz a sinopse do filme.

As imagens em alta definição permitem resgatar elementos que remontam ao duelo, à morte e ao ritual. "O belo céu azul do sertão em contraste com a secura do chão e da ganância. Um universo de conflito com cheiro de poeira. A alma de quem caí ainda paira pelo ar... se mistura com a poeira... e revive no pensamento. Costumes e religião..."

O clipe Blues do Cangaço integra o projeto Coletânea Audiovisual CCBM, projeto que gravou videoclipes de outros quatro grupos musicais de Juiz de Fora: MC Oldi (rap), Holokausto Social (punk/hardcore), Subefeito (punk) e Kymera (Metal). O objetivo é que cada banda utilize o material na divulgação de seu trabalho, através das redes sociais, imprensa e/ou canais de TV. O teatro do CCBM foi transformado em estúdio de cinema para a realização do projeto.

Cris Carcará

Cris CarcaráNascido em Juiz de Fora e criado em Santos Dumont, Crís Carcará trabalha realizando shows de variados gêneros musicais como MPB e derivados, blues, música religiosa católica, e etc. nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Seus shows são realizados no formato voz e violão, com percussão; ou em power trio: voz e guitarra, com acompanhamento de baixo e bateria.

Adotou o nome do "pássaro que avoa que nem avião" por meio de coincidências do destino, citando a célebre música de João do Vale e José Cândido. Carcará vêm do tupi karaka'rá: ave considerada tipicamente brasileira, no entanto, possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos. O bluseiro tomou um sentido forte em sua carreira ao conhecer o cantor e guitarrista norte-americano Steve Ray Vaughan quando ainda tinha 14 anos.

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