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    Antecipação do Carnaval de Juiz de Fora é debatida em audiência pública

    Após dois anos de antecipação provisória do Carnaval, Liga e Funalfa iniciam balanço em abril junto com órgãos envolvidos, para decisão de novo modelo

    Angeliza Lopes
    Repórter
    17/03/2015
    carnaval

    A antecipação dos desfiles no Carnaval de Juiz de Fora retorna foi tema de audiência pública, na Câmara Municipal, nesta terça-feira, 17 de março, que transcorreu de forma amena, mas com opiniões divergentes. Após dois anos de antecipação dos desfiles, a Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf) e Funalfa avaliam junto aos órgãos envolvidos, para uma decisão compartilhada, que será levada ao poder administrativo para decisão final.

    A pedido do vereador Chico Evangelista (PROS), a audiência retomou os diálogos com as partes interessadas. Ele abriu as discussões sugerindo nova proposta de antecipar as datas de desfiles do grupo A para sexta-feira, grupo B no sábado e encerrar os desfiles no domingo, com a retomada da apresentação das campeãs. "Estas mudanças seriam com antecipação de 12 dias das datas oficiais do Carnaval. As primeiras avaliações destes anos foram positivas, mas nem todos concordam, por isso abrimos o tema novamente", destaca.

    A representante do Unido das Cores, que subiu este ano para o grupo B, Maria das Graças ressaltou que defende a antecipação, pela dificuldade de conseguir participantes para encher as alas e colocá-las na avenida. "As pessoas viajam sim, durante o Carnaval. Por isso, defendo ou antecipação ou a prorrogação." Já José Adriano, da Unidos das Vilas do Retiro, também entende que a antecipação não foi problema para os desfiles, lembrando que a decisão de antecipação foi da Liga, com apoio da Funalfa e Executivo.

    Para o sambista e intérprete Juliano Silva o desfile precisa ser o ápice das festas carnavalescas, até mesmo para prestigiar sambistas que se dedicam para fazer o evento. "Vejo que os desfiles estão morrendo porque as pessoas não levam a sério. Temos representantes da Beija Flor e Grande Rio que são de Juiz de Fora. Por isso, sabemos que a cidade tem a tradição, mas precisamos trazer essas pessoas interessadas de volta para o nosso Carnaval", reforça.

    O Superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, lembra que em abril serão ouvidos representantes do Carnaval, para um balanço. Ele destacou que é importante a decisão da mudança ou permanência, pois as alterações são prejudiciais para o fortalecimento do Carnaval. "Precisamos fixar um modelo. Este ano foi inegável o sucesso dos desfiles. No sábado, todos os ingressos estavam esgotados e outro dado importante é quanto aos gastos para a realização da festa. De R$ 2 milhões, R$ 240 mil são para o Corredor da Folia, enquanto a maior parte vai para os desfiles de escola de samba. Os números mostram o interesse da Prefeitura em manter o Carnaval da cidade."

    Toninho também falou sobre as aceitação dos blocos de rua pelos juiz-foranos, com a contabilização de cerca de 16 mil foliões por dia de evento do Corredor. "Também temos que entender o lado dos blocos. Quase todos não concordam em mudar suas datas. Temos que ter uma conversa plural e a Funalfa se compromete com esta discussão", afirma.

    O representante da Liesjuf, Márcio Santana, também destacou o sucesso de público dos últimos desfiles. "Quero parabenizar as escolas, que mesmo com quadras fechadas, fizeram um belíssimo desfile. Agora, vamos reavaliar e discutir para entrar em um acordo geral". O vereador Wanderson Castelar (PT) ressaltou a importância das próprias escolas de samba em difundirem a cultura popular carnavalesca. Ele enfatiza que se as escolas abrissem mais espaço para formar novos sambistas, promover eventos junto a comunidade durante o ano, os problemas de financiamento seriam menores.

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